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Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor taxa para o período desde 2012, e população ocupada chega a 103,6 milhões
Publicado 30/10/2026 • 10:33 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 10:33 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
Rovena Rosa/Agência Brasil
Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor taxa para o período desde 2012, e população ocupada chega a 103,6 milhões
O mercado de trabalho brasileiro registrou no terceiro trimestre o menor desemprego para o período desde 2012 e o maior número de pessoas ocupadas da série histórica. A taxa de desemprego caiu para 5,2%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

A taxa era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025.
O país tem 5,6 milhões de desempregados. O número caiu 4,0% (menos 234 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre e 6,9% (menos 417 mil pessoas) na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já a população ocupada somou 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012. O contingente subiu 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e 1,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas).
Entre as atividades com alta, o analista da pesquisa, William Kratochwill, destaca a Construção, que cresceu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas.
O número de empregadores chegou a 4,5 milhões, recorde, com alta de 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e de 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas).
Segundo Kratochwill, os empregadores são “multiplicadores de trabalho”, porque o negócio deles gera novas oportunidades. Ele observa que muitos já foram trabalhadores por conta própria e conseguiram ampliar o número de pessoas ocupadas, o que contribui para a queda do desemprego.
O setor público chegou a 13,2 milhões de empregados, recorde, com estabilidade no trimestre e alta de 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas).
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Siga o Times | CNBCConforme o analista, a alta com carteira veio da educação, com cerca de 45 mil professores de ensino pré-escolar, fundamental e médio. A administração pública municipal também contratou cerca de 30 mil pessoas, entre escriturários, analistas de sistemas e recepcionistas, e foi a atividade com maior contribuição do setor público.
Por outro lado, o setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões, estável no trimestre e no ano. Os empregados sem carteira (13,7 milhões), os trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e os domésticos (5,4 milhões) também não variaram.
Para Kratochwill, essas estabilidades podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças do pleito eleitoral, e o rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações. A próxima, referente ao trimestre encerrado em outubro, sai em 27 de novembro.
A taxa composta de subutilização ficou em 13,0%, estável ante os 12,9% do trimestre anterior e 0,9 ponto percentual abaixo dos 13,9% de um ano antes. A população subutilizada (14,8 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,1% no ano (menos 957 mil pessoas).
O grupo reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas, e a força de trabalho potencial, formada por quem buscou trabalho mas não estava disponível e por quem não buscou mas estava disponível, desalentado ou não.
Os subocupados por insuficiência de horas somam 4,3 milhões, alta de 5,2% no trimestre (mais 214 mil pessoas) e queda de 5,4% no ano (menos 247 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 0,8% no ano (mais 530 mil pessoas).
Já os desalentados, que desistiram de procurar trabalho, são 2,5 milhões, alta de 7,5% no trimestre (mais 171 mil pessoas) e queda de 6,8% no ano (menos 178 mil pessoas). A proporção chegou a 2,2%, ante 2,1% no trimestre anterior e 2,4% um ano antes.
Segundo o analista, a redução em relação ao ano anterior reflete a melhora nas contratações dos últimos trimestres. O aumento ante junho, porém, aponta a dificuldade de encontrar um trabalho considerado adequado, principalmente entre quem tem 40 anos ou mais.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% maior que um ano antes (mais R$ 131).
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 387,5 bilhões, a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
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