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Dólar sobe com pressão externa e inflação acima do esperado no Brasil
Publicado 25/07/2025 • 11:57 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 25/07/2025 • 11:57 | Atualizado há 1 ano
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Dólar
J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O dólar iniciou esta sexta-feira, 25, em alta frente ao real, refletindo o fortalecimento global da moeda americana e a combinação de fatores domésticos como a inflação acima do esperado, o déficit nas contas externas e a retomada de negociações com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais.
Às 10h57 (Horário de Brasília) a divisa americana operava em alta de 0,34%, negociado a R$ 5,54.
A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,33% em julho, superando a mediana das projeções do mercado (0,31%). Em 12 meses, a inflação também veio acima do consenso, atingindo 5,30%, frente aos 5,28% esperados, o que reforça a percepção de pressão inflacionária persistente.
No setor externo, o Banco Central informou um déficit de US$ 5,131 bilhões na conta corrente em junho — o pior resultado para o mês desde 2014. O número veio acima do esperado pelo mercado, que previa déficit de US$ 4,3 bilhões. No ano, o rombo acumulado chega a US$ 32,8 bilhões, o equivalente a 3,42% do PIB nos últimos 12 meses.
O ingresso de Investimentos Diretos no País (IDP), por sua vez, decepcionou ao somar US$ 2,81 bilhões em junho, abaixo das expectativas mínimas. A posição dos bancos no mercado à vista permanece fortemente vendida, em US$ 26,75 bilhões.
No campo diplomático, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, revelou conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, para tentar reverter a tarifa de 50% prevista para agosto sobre produtos brasileiros. Segundo Alckmin, o Brasil propôs ampliar os laços bilaterais e quer dobrar o comércio com os EUA em cinco anos, além de firmar um acordo de bitributação. O governo divulgará atualizações diárias sobre o tema a partir de segunda-feira.
Enquanto isso, no cenário internacional, o Banco Central da Rússia cortou os juros em 200 pontos-base, para 18% ao ano. A decisão foi justificada por uma desaceleração mais intensa da inflação e da demanda interna.
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Siga o Times | CNBCApesar da melhora no humor externo com possível acordo entre EUA e União Europeia, o real opera sob pressão adicional, num ambiente de incertezas fiscais, inflação persistente e desequilíbrios nas contas externas.
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