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Setor de serviços recua no trimestre e registra pior queda desde a pandemia, mas cresce 3% no ano

Publicado 15/05/2026 • 13:36 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Setor de serviços cai 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, pior resultado desde o segundo trimestre de 2020.
  • Queda de 1,2% em março ante fevereiro puxou o resultado trimestral, com todas as cinco atividades recuando no período.
  • Apesar do recuo trimestral, serviços cresceram 3% em março ante março de 2025, 24º resultado positivo consecutivo na comparação anual.
Pessoas andando em rua de São Paulo serviços

foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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O volume de serviços prestados no Brasil recuou 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o mais negativo desde o segundo trimestre de 2020, quando o setor tombou 16% no auge da pandemia de covid-19.

A queda interrompe uma sequência expressiva de taxas positivas. A última vez que a pesquisa havia registrado resultado negativo nesse tipo de comparação foi no primeiro trimestre de 2023, quando o setor recuou 0,5%, segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

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Março puxa o trimestre para baixo

O resultado trimestral foi influenciado pela retração de 1,2% registrada pelos serviços em março ante fevereiro, após estabilidade de 0,0% em fevereiro. Todas as cinco atividades investigadas recuaram no mês, sem exceção.

Os transportes lideraram as perdas, com queda de 1,7%, eliminando o ganho acumulado nos dois primeiros meses do ano. Os serviços prestados às famílias recuaram 1,5%, devolvendo integralmente a expansão registrada em fevereiro. Os serviços profissionais, administrativos e complementares cederam 1,1%, acumulando perda de 2,3% nos últimos quatro meses. Informação e comunicação recuou 0,9% e outros serviços caíram 2,0%.

Turismo acumula segunda queda seguida

O setor de atividades turísticas registrou retração de 4,0% em março ante fevereiro, segundo resultado negativo consecutivo, com perda acumulada de 5,4% nos dois meses. O segmento opera 6,3% abaixo do ápice de sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

A pressão veio principalmente da queda na receita de transporte aéreo de passageiros, hotéis e locação de automóveis. Na comparação com março de 2025, o turismo recuou 3,9%, com perdas disseminadas em 11 das 17 unidades da federação pesquisadas.

Comparação anual mantém sequência positiva

Apesar do recuo trimestral, o setor de serviços cresceu 3,0% em março de 2026 na comparação com março de 2025, seu 24º resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto. O avanço foi acompanhado por quatro das cinco atividades e registrado em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.

O principal impulso positivo na comparação anual veio de informação e comunicação, com alta de 7,9%, impulsionado por telecomunicações, consultoria em tecnologia da informação e serviços de hospedagem na internet. Transportes avançaram 2,0% e outros serviços cresceram 2,7% na mesma base de comparação.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026 ante igual período de 2025, o setor cresceu 2,3%. Nos últimos doze meses, a expansão foi de 2,8%, ritmo igual ao observado em fevereiro e taxa menos intensa desde outubro de 2024.

São Paulo puxa queda mensal, Distrito Federal lidera alta

Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em março ante fevereiro. São Paulo exerceu o impacto negativo mais relevante, com queda de 2,1%, seguido por Mato Grosso do Sul (-6,0%), Mato Grosso (-5,2%) e Pernambuco (-3,9%). Em sentido oposto, o Distrito Federal avançou 10,3% e o Rio de Janeiro cresceu 1,8% no mesmo período.

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