Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Indústria elogia corte da Selic, mas critica juros restritivos que travam crédito e investimentos
Publicado 05/08/2026 • 21:15 | Atualizado há 24 minutos
Hollywood volta ao patamar das bilheterias bilionárias e ‘Homem-Aranha’ acaba de entrar para a lista
Disney avalia criação de streaming gratuito com suporte para anúncios
Meta estreia seu primeiro agente de codificação de IA para competir com Anthropic e OpenAI
Como os parques da Disney estão resistindo à desaceleração das viagens
Disney supera estimativas de lucro com impulso de parques e streaming
Publicado 05/08/2026 • 21:15 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
Foto: Arquivo Nacional
A redução da Selic para 14% ao ano foi recebida de forma positiva por entidades empresariais nesta quarta-feira (5), mas a avaliação predominante é de que o nível dos juros continua alto o suficiente para limitar investimentos, encarecer o crédito e pressionar empresas e consumidores.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14%, no quarto corte consecutivo da mesma magnitude. A decisão foi unânime.
Apesar da continuidade da flexibilização, o Banco Central reforçou no comunicado que seguirá agindo com cautela diante da desancoragem das expectativas de inflação, das incertezas fiscais e dos riscos associados ao petróleo, ao cenário internacional e a fatores climáticos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como acertada, mas afirmou que a Selic continua em um patamar que agrava as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo.
“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Segundo a entidade, o crédito caro compromete investimentos das empresas e também pesa sobre a renda das famílias, em um momento de endividamento elevado.
A CNI calcula que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima do nível indicado pela Regra de Taylor, metodologia usada pela entidade para estimar uma taxa compatível com o controle da inflação sem um aperto excessivo da atividade. Pela conta da confederação, essa taxa estaria em torno de 10,4%.
A entidade também observa que a inflação corrente vem perdendo força. O IPCA-15 acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% observados anteriormente.
Leia também: Copom reduz taxa de juros para 14% ao ano; redução de 0,25 p.p. da Selic é a quarta seguida do BC
A confederação também chamou atenção para os efeitos dos juros sobre o caixa das empresas.
Pesquisa citada pela entidade aponta que 53% das companhias esperam aumento da necessidade de financiamento para contas a pagar nos próximos três meses. Outros 47% projetam maior pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques.
Entre as empresas que precisarão de mais capital, mais de 55% esperam encarecimento do crédito e cerca de 39% projetam aumento do endividamento bancário.
A CNI afirma ainda que 58% das empresas consultadas preveem redução das margens líquidas.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avaliou que a manutenção dos juros em nível elevado continua produzindo efeitos sobre empresas, famílias e contas públicas.
A entidade ressaltou que a Selic representa apenas a taxa básica, enquanto o crédito efetivamente contratado por empresas e consumidores é muito mais caro.
Segundo a Fiesp, taxas para pessoas jurídicas podem chegar a 30% ao ano, enquanto o crédito para pessoas físicas supera 60% em algumas modalidades.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também associou o nível dos juros ao quadro fiscal.
“Soma-se aos juros altos a gastança desmedida do governo. A consequência é dívida pública atingindo 82% do PIB e ultrapassando a marca dos R$ 10,8 trilhões”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Skaf, o custo dessa dívida, fortemente influenciado pela Selic, gera encargos superiores a R$ 1 trilhão por ano e aumenta a pressão sobre as contas públicas.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considerou o corte positivo, mas insuficiente para neutralizar os efeitos acumulados dos juros elevados sobre produção, investimento e emprego.
Para a entidade, um ciclo mais consistente de redução da Selic depende também de uma melhora do ambiente fiscal.
“A estabilidade de preços é indispensável para o crescimento sustentável da economia. O processo precisa ocorrer com menor custo para a produção, os investimentos e o emprego”, afirmou João Gabriel Pio, economista-chefe da Fiemg.
A federação avalia que políticas fiscais expansionistas e programas de crédito subsidiado podem reduzir a eficácia da política monetária quando não são acompanhados de medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas.
Leia também: Inflação e câmbio favorecem corte da Selic, mas trajetória dependerá do fiscal
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também recebeu positivamente a redução, mas ressaltou que o custo do capital permanece elevado.
Segundo a entidade, juros altos postergam investimentos, dificultam a modernização das empresas e reduzem a capacidade do setor produtivo de ganhar competitividade.
A Firjan citou como exemplo o desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre, segundo dados do IBGE mencionados pela entidade.
Para a federação, novos cortes precisam vir acompanhados de avanços no equilíbrio fiscal, redução dos prêmios de risco e continuidade das iniciativas para diminuir o chamado Custo Brasil.
A Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) avaliou que havia espaço para uma redução mais intensa da Selic.
Segundo a entidade, juros elevados afetam tanto o lado empresarial quanto o consumo.
Empresas encontram maior dificuldade para financiar estoques, capital de giro e folha de pagamento, enquanto consumidores tendem a adiar compras, viagens e gastos com serviços.
Na avaliação da federação, essa combinação aumenta as despesas financeiras das empresas ao mesmo tempo em que pode reduzir as receitas.
O Banco Central evitou indicar no comunicado desta quarta-feira qual será o próximo passo.
O Copom afirmou que a magnitude total do ciclo dependerá da evolução dos dados e destacou que os riscos para a inflação continuam acima do normal, com maior peso para possíveis surpresas de alta.
Entre os fatores monitorados estão a inflação de serviços, as expectativas acima da meta, a política fiscal, o comportamento do câmbio, a alta do petróleo e os efeitos climáticos sobre alimentos e energia.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Lotomania acumula e sorteia prêmio de R$ 7 milhões nesta quarta-feira (5)
2
PicPay conclui aquisição da Kovr e reforça operação de seguros
3
CVM abre processo contra ex-executivos da Ambipar após rompimento com a Deloitte
4
Foguete da SpaceX colide com a Lua e deixa cratera na superfície; entenda o impacto
5
Entenda como age o TCE-RJ no Rioprevidência, em caso que coloca a Genial lado a lado com o Master