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Copom reduz taxa de juros para 14% ao ano; redução de 0,25 p.p. da Selic é a quarta seguida do BC
Publicado 05/08/2026 • 18:35 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 05/08/2026 • 18:35 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano.
Com a decisão, o BC dá continuidade ao ciclo de flexibilização monetária iniciado em março. Este é o quarto corte consecutivo da mesma magnitude.
A Selic começou o ano em 15% ao ano. Em março, o Copom reduziu a taxa para 14,75%; em abril, para 14,50%; e, em junho, para 14,25%.
A decisão desta quarta foi unânime entre os membros que participaram da votação.
Leia também: Inflação e câmbio favorecem corte da Selic, mas trajetória dependerá do fiscal
No comunicado, o Banco Central evitou sinalizar de forma explícita qual será o próximo movimento dos juros.
O Comitê afirmou que a magnitude total do atual ciclo de cortes dependerá das novas informações e voltou a defender “serenidade e cautela” diante do aumento das incertezas e dos riscos para a inflação.
O Copom destacou que o cenário atual combina desancoragem das expectativas de inflação, riscos elevados e maior incerteza, fatores que exigem a manutenção de uma política monetária suficientemente restritiva para levar a inflação de volta à meta.
No cenário doméstico, o BC avaliou que os indicadores divulgados desde a reunião de junho apontam para uma moderação gradual da atividade econômica, embora a economia ainda permaneça resiliente.
Segundo o Comitê, há sinais diferentes entre os setores, enquanto o mercado de trabalho continua aquecido.
O BC afirmou ainda que os indicadores correntes de atividade são compatíveis com uma trajetória de desaceleração ao longo de 2026.
A inflação cheia também perdeu força nas divulgações recentes, mas continua acima do limite superior da meta. Já as medidas de inflação subjacente — que buscam captar a tendência dos preços eliminando itens mais voláteis — desaceleraram para um nível ligeiramente abaixo desse limite.
O petróleo ganhou destaque entre as preocupações do Copom.
O Banco Central avaliou que os riscos para a inflação continuam mais elevados do que o normal e com assimetria para cima, ou seja, o Comitê enxerga maior possibilidade de surpresas inflacionárias do que de uma desaceleração mais intensa dos preços.
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Siga o Times | CNBCEntre os riscos de alta, o BC mencionou a possibilidade de as expectativas permanecerem desancoradas por mais tempo, inclusive com efeitos de segunda ordem provocados por choques de oferta envolvendo petróleo e derivados.
O Comitê também citou riscos ligados aos efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia, além de uma inflação de serviços mais resistente e de uma eventual depreciação persistente do real.
Outro ponto de atenção são estímulos à demanda, principalmente ao consumo, que possam fazer a atividade crescer acima da capacidade da economia e reduzir a eficácia dos juros no combate à inflação.
No exterior, o Copom afirmou que o ambiente permanece incerto diante da indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e sobre a condução da política monetária em economias avançadas.
Segundo o BC, esse cenário exige cautela dos países emergentes em meio à maior volatilidade dos preços de ativos e das commodities.
Entre os riscos que poderiam ajudar a reduzir a inflação, o Comitê citou uma desaceleração mais intensa da economia brasileira, uma perda de força mais pronunciada da atividade global e uma queda dos preços das commodities.
Leia também: Copom deve cortar Selic em 0,25 ponto, mas sinalização para setembro será foco do mercado
As expectativas coletadas pela pesquisa Focus continuam acima da meta.
Segundo o comunicado, o mercado projeta inflação de 5% para 2026 e de 4,2% para 2027.
Já no cenário de referência elaborado pelo próprio Copom, a projeção para o IPCA é de 5,1% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte considerado relevante para a política monetária.
A meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O Copom voltou a destacar que acompanha os efeitos da política fiscal sobre a inflação, os ativos financeiros e a condução da política monetária.
O Comitê também afirmou monitorar com atenção a desancoragem das expectativas para prazos mais longos, por considerar que esse movimento influencia a formação de preços e aumenta o custo necessário para trazer a inflação de volta à meta.
Votaram pela redução da Selic para 14% o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
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