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Inflação: veja quais itens não alimentícios mais pesaram no bolso
Publicado 15/01/2026 • 14:30 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 15/01/2026 • 14:30 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Transportes e serviços não alimentícios pressionam IPCA no fim de 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em dezembro de 2025, acelerando em relação a novembro, quando havia subido 0,18%.
Com o resultado, na última sexta-feira (9), conforme o IBGE, a inflação oficial do País encerrou o ano em 4,26%, abaixo dos 4,83% registrados em 2024.
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A alta do último mês do ano foi puxada principalmente por itens não alimentícios, com destaque para transportes, saúde e despesas pessoais, enquanto a alimentação teve influência mais moderada.
O grupo Transportes apresentou a maior variação do mês, com alta de 0,74%, e também o maior impacto no índice geral, de 0,15 ponto percentual.
O resultado foi influenciado principalmente pelo forte aumento do transporte por aplicativo, que subiu 13,79%, e pelas passagens aéreas, com alta de 12,61%, subitem de maior impacto individual no IPCA de dezembro.
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Os combustíveis voltaram a subir após queda em novembro, com aumento médio de 0,45%. O etanol teve alta expressiva, de 2,83%, enquanto a gasolina avançou 0,18% e o gás veicular, 0,22%. O óleo diesel foi o único a registrar recuo, de 0,27%.
Já o transporte público urbano teve comportamento misto, refletindo gratuidades em algumas capitais e reajustes pontuais em sistemas de metrô e trem.
Com variação de 0,52% em dezembro, o grupo Saúde e cuidados pessoais respondeu por impacto de 0,07 ponto percentual no índice.
O avanço foi puxado pelos planos de saúde, que subiram 0,49%, e pelos artigos de higiene pessoal, com alta de 0,52%. Ao longo de 2025, o grupo acumulou alta de 5,59%, mantendo-se entre os principais vetores de pressão inflacionária no ano.
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As Despesas pessoais desaceleraram de 0,77% em novembro para 0,36% em dezembro, ainda assim contribuindo para a inflação do mês.
Os reajustes em serviços como cabeleireiro e barbeiro, com alta de 1,28%, e empregado doméstico, de 0,48%, sustentaram o resultado. A queda de 3,10% nos preços de hospedagem ajudou a conter uma alta maior no grupo.
| Grupo | Variação (%) |
|---|---|
| Habitação | -0,33 |
| Artigos de residência | 0,64 |
| Vestuário | 0,45 |
| Transportes | 0,74 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,52 |
| Despesas pessoais | 0,36 |
| Educação | 0,08 |
| Comunicação | 0,37 |
Após recuo expressivo em novembro, o grupo Artigos de residência voltou a subir em dezembro, com variação de 0,64%.
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O movimento refletiu principalmente o aumento nos preços de televisores, som e informática, que avançaram 1,97%, além dos aparelhos eletroeletrônicos, com alta de 0,81%. Em 2025, o grupo fechou o ano com leve deflação, de 0,28%.
Único grupo a registrar queda em dezembro foi Habitação, que recuou 0,33%, impactando negativamente o IPCA em 0,05 ponto percentual.
A principal influência veio da energia elétrica residencial, que caiu 2,41%, em razão da mudança da bandeira tarifária vermelha para a amarela.
Leia também: Energia elétrica ‘aliviou’ valor do IPCA, diz IBGE; veja percentuais
Apesar do recuo no mês, Habitação foi o grupo de maior impacto no acumulado de 2025, com alta de 6,79% no IPCA, impulsionada sobretudo pelos reajustes da energia elétrica ao longo do ano.
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