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Mauro Vieira vai participar de reunião sobre situação na Venezuela neste domingo
Publicado 04/01/2026 • 13:14 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 04/01/2026 • 13:14 | Atualizado há 9 meses
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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, encerrou suas férias antecipadamente para liderar a resposta diplomática do Brasil à crise na Venezuela. Neste domingo (4), o chanceler participa, via videoconferência do Palácio Itamaraty, de uma reunião ministerial de emergência da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).
O encontro, marcado para as 14h, foi convocado após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.
O bloco, composto por 33 nações, busca coordenar uma posição regional sobre o que o governo brasileiro classificou como uma “afronta gravíssima à soberania” e um precedente perigoso para a autonomia da América Latina.
O presidente Lula, que coordena as ações remotamente de uma base militar no Rio de Janeiro, manifestou-se de forma contundente nas redes sociais. O petista chamou a ação militar de “inaceitável” e afirmou que a captura de um presidente eleito ultrapassa os limites do direito internacional.
Segundo Lula, a intervenção de Donald Trump remete aos “piores momentos” de interferência estrangeira na política da região, ameaçando a estabilidade da zona de paz sul-americana.
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O governo brasileiro também confirmou participação em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar do tema. A preocupação central é evitar que a instabilidade política se converta em um conflito regional ou em uma crise humanitária sem precedentes na fronteira.
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Siga o Times | CNBCApesar da tensão diplomática, o ministro da Defesa, José Múcio, informou que a situação nos mais de 2 mil quilômetros de fronteira com a Venezuela segue sob controle. Confira os principais pontos da operação de monitoramento:
No cenário econômico, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA estarão “fortemente envolvidos” com a indústria petroleira venezuelana. A declaração gera incertezas sobre o futuro da PDVSA e o abastecimento global, embora Trump tenha sinalizado que a China continuará recebendo o produto.
O Brasil, que possui interesses estratégicos e dívidas a receber do país vizinho, observa com cautela o risco de um apagão econômico na região que possa impactar o comércio bilateral e a segurança energética do Norte do país.
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