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Megaoperação contra o Comando Vermelho é a mais letal da história do Rio
Publicado 28/10/2025 • 18:00 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 28/10/2025 • 18:00 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Egberto Ras/Enquadrar/Estadão Conteúdo
Policiais correm com homem preso durante megaoperação no Rio.
A megaoperação contra integrantes do Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, já é a mais letal da história do Estado, segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Geni/UFF).
Ao menos 64 pessoas — entre policiais e criminosos — morreram nesta terça-feira (28), número mais que o dobro da operação do Jacarezinho (2021), que tinha o recorde anterior.
Operações mais letais no Rio de Janeiro:
Segundo o relatório “Chacinas Policiais” do Geni/UFF, entre 2007 e 2021 ocorreram 17.929 operações policiais em favelas da Região Metropolitana do Rio, das quais 593 terminaram em chacinas, resultando em 2.374 mortos — cerca de 41% dos óbitos em operações no período.
O estudo destaca que o Jacarezinho era, até então, a área com o maior número de mortes por operação — em média, 7 mortes a cada 10 incursões.
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Das 593 chacinas registradas, 64,6% ocorreram na capital, 21,4% na Baixada Fluminense e 14% no Leste Fluminense, concentrando o maior número de ocorrências na cidade do Rio.
Cerca de 2,5 mil policiais civis e militares participaram da ofensiva desta terça. Nos complexos do Alemão e Penha, 48 escolas tiveram atividades suspensas. Houve interferências na Linha Amarela e tentativas de bloqueio na Avenida Brasil.
À tarde, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que há também policiais feridos, mas sem confirmar números. Um dos mortos é Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, da 53ª DP (Mesquita).
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou a cidade em Estágio 2 “por motivos de segurança pública e impacto na mobilidade urbana”.
Mais de 120 linhas de ônibus tiveram itinerários alterados, segundo a Rio Ônibus, e os corredores Transbrasil e Transcarioca do BRT foram impactados.
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