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Menções a Lulinha em grupos de WhattsApp e Telegram crescem mais de 7 vezes em uma semana, aponta monitoramento
Publicado 24/08/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/08/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Estadão
O volume de mensagens sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cresceu mais de sete vezes entre 17 e 23 de agosto em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, segundo monitoramento da Palver.
Entre as mensagens que manifestaram uma posição sobre o caso, cerca de 9 em cada 10 foram de ataque. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em mais da metade das mensagens analisadas sobre o filho, majoritariamente de forma negativa.
A Palver acompanha, em tempo real, mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pela coluna Encaminhado com Frequência, da Folha de S.Paulo. A coluna analisa dados extraídos de redes sociais fechadas a partir do monitoramento realizado pela empresa.
O levantamento abrange uma semana marcada pela divulgação de novos elementos das investigações envolvendo Lulinha e pessoas próximas a ele.
A repercussão ocorre em um momento em que aliados do presidente relatam pressão sobre a campanha. Segundo a Folha, interlocutores de Lula avaliam que as revelações envolvendo Lulinha e o ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, afetaram o ânimo de militantes e integrantes da coordenação.
Leia também: Lobista ligada a Lulinha trata relação com grupo do Careca do INSS como “prestação de serviço”
O pico da discussão ocorreu na noite de quinta-feira (20), quando as referências a Lulinha chegaram a 400 a cada 100 mil mensagens monitoradas pela Palver.
O movimento veio horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manter sob sua relatoria duas apurações que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido para enviar à primeira instância.
A PGR defendeu a remessa por considerar que não havia, nos procedimentos, investigados com foro por prerrogativa de função.
A presença de Lula em mais da metade das mensagens sobre o episódio indica que, no universo acompanhado pela Palver, a discussão sobre Lulinha passou a ser associada diretamente ao presidente. A maioria dessas referências é negativa.
O levantamento, porém, não mede intenção de voto e não permite concluir que a repercussão tenha provocado perda de apoio eleitoral. A preocupação política aparece em relatos de integrantes da campanha. Segundo a Folha, Lula passou a cobrar maior presença de aliados nas ruas e quer que militantes usem dados positivos da administração no contato com os eleitores.
A CNN Brasil informou nesta segunda-feira que assessores orientaram Lula a diferenciar a situação de Lulinha da de Marcola. Segundo a reportagem, esses interlocutores consideram a estratégia uma forma de reduzir o desgaste eleitoral do presidente.
Na avaliação dos assessores ouvidos pela emissora, os indícios divulgados contra o ex-chefe de gabinete seriam mais graves do que os relacionados a Lulinha. A reportagem também ressalta que, até o momento, a Polícia Federal não identificou contrato firmado nem vantagem concedida pelo governo federal aos clientes da lobista Roberta Luchsinger.
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Siga o Times | CNBCA narrativa mais frequente identificada pelo monitoramento, presente em 44% da discussão, relaciona Lulinha ao dinheiro de aposentados por causa de sua ligação com o chamado Careca do INSS.
O próprio levantamento ressalta que não há investigação formal contra Lulinha no caso dos descontos irregulares do INSS.
Outra narrativa, presente em 37% das conversas, fala em suposta “blindagem institucional” e interpreta o pedido da PGR para retirar as investigações do STF como uma tentativa de afastá-las da relatoria de Mendonça.
Um terceiro eixo, com 35% das menções, trata de patrimônio e também menciona Marcola. As categorias identificadas pela Palver podem se sobrepor.
As investigações envolvendo Lulinha tratam, entre outros pontos, de suspeitas de atuação em favor de interesses privados junto a órgãos do governo federal.
Relatórios da Polícia Federal divulgados nos últimos dias apontaram indícios de participação do filho do presidente em tratativas com empresários, além de mensagens relacionadas à lobista Roberta Luchsinger. As suspeitas seguem sob investigação e as defesas negam irregularidades.
Em uma das frentes, a PF apontou um possível núcleo formado por Lulinha, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar para intermediar interesses privados junto ao governo e atribuiu ao filho do presidente um papel de “elevada relevância” nas tratativas analisadas.
No domingo (23), Lula afirmou que não interfere no trabalho da Polícia Federal e defendeu que o filho seja investigado.
O presidente disse que, caso Lulinha tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder por ela, mas ressaltou que o filho também tem direito à defesa.
A declaração foi dada em entrevista à Record, após uma semana de novas revelações sobre as investigações.
O avanço das menções registradas pela Palver mostra que o caso passou a ocupar espaço crescente nas discussões políticas dos grupos monitorados e a atingir também o presidente nessas conversas. O eventual efeito dessa repercussão sobre a disputa eleitoral, porém, ainda não pode ser determinado pelos dados disponíveis.
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