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Advogado de Bolsonaro assume defesa de ex-sócios da Naskar e pede habeas corpus ao STJ

Publicado 24/08/2026 • 12:25 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, assumiu a defesa dos ex-sócios da Naskar.
  • Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato estão presos desde 22 de julho.
  • Trio é suspeito de participação em um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 900 milhões a mais de 3 mil investidores.
naskar

Reprodução

Quem são os sócios da Naskar, fintech investigada por sumiço de R$ 1 bilhão

O advogado Celso Vilardi, representante do ex-presidente Jair Bolsonaro em processos judiciais, assumiu a defesa dos ex-sócios da fintech Naskar Gestão Ltda. Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato foram presos em 22 de julho durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O trio é suspeito de integrar um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 900 milhões a mais de 3 mil investidores.

Na última semana, Vilardi protocolou um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso foi distribuído ao ministro Carlos Pires Brandão, da Sexta Turma. Até o momento, não há data definida para o julgamento.

Ele também atuou na defesa do empresário Eike Batista, do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares no processo do Mensalão e da empreiteira Andrade Gutierrez em ações relacionadas à Operação Lava Jato.

Advogado Celso Vilardi/Reprodução

Leia também: EXCLUSIVO: Alívio, decepção e esperança; o sentimento das vítimas da Naskar após a prisão dos sócios que deram golpe de R$ 900 milhões

Investigação aponta prejuízo milionário

As investigações indicam que a Naskar captava recursos de clientes com a promessa de rendimento mensal de 2%, percentual superior ao praticado pelo mercado. Segundo a apuração, a empresa operou por cerca de treze anos antes de interromper os pagamentos aos investidores, em maio deste ano.

Com sede anterior no Distrito Federal e atuação mais recente em São Paulo, a fintech deixou de responder aos clientes após a suspensão dos repasses, o que motivou denúncias e o avanço das investigações.

Entre os investigados estão o ex-jogador e ex-apresentador de televisão José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, além dos empresários Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira, que também mantêm participação em outras empresas do setor financeiro.

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Atual controlador permanece foragido

Apontado como personagem central da investigação, Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, continua foragido nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a Polícia Civil, ele anunciou a compra da Naskar por R$ 1 bilhão e posteriormente transferiu a empresa para o nome da avó, Célia Fátima Ferreira, de 77 anos, diagnosticada com Alzheimer.

Douglas deixou o Brasil em 15 de julho, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça de Minas Gerais em outra investigação. Nesse caso, ele é suspeito de liderar um esquema de desvio de aproximadamente R$ 60 milhões da Zema Financeira, empresa ligada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

As investigações em Minas Gerais identificaram oito suspeitos de participação no esquema. Seis já foram presos. Além de Douglas, permanecem foragidos Alex Sander Gomes Junior e Thays de Alvarenga Cardoso da Silva, ambos com mandados de prisão em aberto.

Leia também: Caso Naskar: veja a cronologia da fintech que sumiu com R$ 1 bilhão de clientes

Investidores aguardam recuperação dos recursos

Enquanto as investigações prosseguem, os clientes da Naskar seguem sem acesso aos valores aplicados e aguardam uma definição da Justiça sobre a recuperação dos recursos.

Entre os casos reunidos pela investigação há investidores que afirmam ter perdido aplicações milionárias, incluindo aportes de R$ 3,9 milhões, R$ 2,3 milhões e R$ 1 milhão, todos de moradores do Distrito Federal. Também há relatos de pessoas que indicaram novos investidores à empresa e dizem ter sido diretamente impactadas pelo suposto prejuízo coletivo.

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