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Mendonça defende imparcialidade do Judiciário para preservar segurança jurídica
Publicado 10/08/2026 • 15:26 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 10/08/2026 • 15:26 | Atualizado há 5 dias
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O Poder Judiciário deve preservar sua independência em relação às disputas políticas e atuar de maneira imparcial para garantir segurança e estabilidade jurídica, afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nesta segunda-feira (10).
Para o ministro, embora o sistema de Justiça não possa permanecer distante da realidade política, magistrados não devem orientar sua atuação por posições ideológicas. A imparcialidade, segundo ele, é uma das condições necessárias para preservar a legitimidade das instituições judiciais.
“O Poder Judiciário precisa ser um garantidor da estabilidade das estruturas jurídicas. O Poder Judiciário não é um ator político. O membro do setor Judiciário não deve ter vertente ideológica. Enquanto exerce sua função pública, ele precisa ser imparcial”, afirmou.
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As declarações foram feitas durante o evento “Diálogos com o Judiciário – segurança jurídica e ambiente de negócios”, organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Mendonça apontou a racionalidade das decisões como outro elemento indispensável para assegurar a legitimidade do sistema de Justiça. Para ele, julgamentos precisam apresentar fundamentação consistente e ser sustentados pelos melhores argumentos jurídicos.
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“As decisões têm que ser justificadas, têm que ter boas razões, têm que vencer o melhor argumento. É a força do argumento e não o argumento da força”, declarou.
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Siga o Times | CNBCO ministro acrescentou que esse princípio impede a adoção de decisões ad hoc, formuladas especificamente para responder a determinado caso sem critérios jurídicos consistentes.
“Isso significa que eu não posso tomar decisões ad hoc”, afirmou.
Mendonça apontou ainda um terceiro elemento para fortalecer a legitimidade do Judiciário: a aproximação com o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil.
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Na avaliação do ministro, esse diálogo permite aos magistrados compreender melhor as consequências práticas de suas decisões e seus efeitos sobre diferentes segmentos da sociedade.
“Nós do Judiciário temos essa tendência, mas não podemos nos fechar em nossos gabinetes e achar que de lá vamos solucionar todos os problemas”, afirmou.
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