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Mendonça foi informado de que PF produziu relatórios sobre outros três ministros do STF
Publicado 11/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 11/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Foto: Fellipe Sampaio /STF
O ministro André Mendonça, do STF, foi informado de que a área de inteligência da Polícia Federal teria produzido relatórios sobre outros três integrantes da Corte.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi informado de que a área de inteligência da Polícia Federal teria produzido relatórios sobre outros três integrantes da Corte: Dias Toffoli, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques.
O relato chegou ao gabinete de Mendonça em meio à crise provocada pelas investigações ligadas ao Banco Master. O ministro já havia afirmado ter sido monitorado pela PF e classificou um documento interno produzido sobre ele como “arapongagem institucional”, expressão usada para se referir a um suposto monitoramento indevido realizado por uma estrutura oficial do Estado.
Segundo o Poder360, a inteligência da PF teria compilado dados sobre ao menos quatro ministros: o próprio Mendonça, Toffoli, Fux e Nunes Marques. O veículo afirma ainda que Toffoli teria sido alvo de um “dossiê” interno porque agentes avaliavam que ele interferia na atuação da corporação nas fases iniciais da Operação Compliance Zero.
No caso de Mendonça, um relatório de inteligência veio a público em setembro. O documento não equivalia a uma investigação criminal formal nem tinha o mesmo peso como prova, mas foi citado pelo ministro ao questionar a atuação da direção da Polícia Federal
Fux e Nunes Marques também aparecem entre os ministros que teriam sido alvo da área de inteligência. Os dois apoiaram as decisões de Mendonça em meio às disputas recentes sobre a condução das investigações do caso Master.
Leia também: Caso Master entra em semana decisiva no STF; entenda os próximos passos
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Siga o Times | CNBCToffoli teria sido monitorado porque agentes da PF avaliavam que ele interferia na atuação da corporação nas fases iniciais da Operação Compliance Zero. O ministro comandava as investigações do caso Master antes da relatoria passar para André Mendonça.
A mudança ocorreu após o agravamento da crise no STF e das divergências sobre a condução das apurações. Desde então, Mendonça passou a concentrar as decisões relativas ao caso Master.
Nos últimos dias, o presidente do STF, Edson Fachin, adotou uma série de medidas em processos relacionados à crise. Entre elas, marcou para 15 de setembro a análise de um pedido de investigação envolvendo Alexandre de Moraes, suspendeu decisões conflitantes sobre a direção da Polícia Federal e retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.
As decisões ocorreram em meio a divergências entre ministros sobre a atuação da PF e a condução de investigações que mencionam integrantes da própria Corte.
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