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Ministério da Fazenda aposta em corte prolongado de juros após redução histórica do déficit
Publicado 29/01/2026 • 11:52 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 29/01/2026 • 11:52 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Em entrevista nesta quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo trabalha com uma nova meta fiscal para 2026, após reduzir de forma expressiva o rombo das contas públicas herdado da gestão anterior.
Segundo Haddad, o atual governo recebeu um déficit equivalente a 1,6% do PIB, considerando a proposta orçamentária enviada ao Congresso, além de fatores como o calote de precatórios e o reajuste do Bolsa Família que não estavam previstos.
No ano passado, o resultado primário foi negativo em 0,48% do PIB, o que representa uma redução de cerca de 70% do déficit público.
“Isso foi possível por contenção de despesas e por cortes em benefícios fiscais, subsídios e renúncias tributárias que favoreciam grandes empresas sem justificativa econômica”, afirmou.
Haddad destacou que o objetivo agora é continuar a reconstrução das contas públicas, em curso desde 2023, para garantir um ciclo sustentável de queda dos juros e estabilização da dívida pública.
Segundo ele, o alinhamento entre política fiscal e monetária pode abrir espaço para um ciclo prolongado de cortes na taxa básica, impulsionando crescimento econômico e reduzindo a pressão sobre a dívida — como ocorreu nos dois primeiros mandatos do presidente Lula, quando o endividamento caiu de mais de 60% para menos de 40% do PIB.
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Siga o Times | CNBCO ministro também afirmou que a inflação acumulada em quatro anos deverá ser a menor da história do Brasil, reforçando o que chamou de um “ciclo virtuoso” marcado por desemprego em queda, inflação controlada e flexibilização monetária.
Questionado sobre a taxa Selic, Haddad disse que o mercado estava dividido quanto ao momento ideal para o início dos cortes, mas considerou positiva a sinalização do Banco Central. “O importante é que o ciclo de queda vai começar”, afirmou.
Sobre a CPI do INSS e o caso envolvendo o Banco Master, Haddad reforçou que o governo determinou total autonomia à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Banco Central e ao Supremo Tribunal Federal para apurar irregularidades.
Ele rejeitou tentativas de politização das investigações e afirmou que o foco deve ser a individualização de responsabilidades. “Se houve crime, é preciso identificar o CPF e punir. Isso fortalece as instituições”, declarou.
O ministro também confirmou que deve deixar o comando da Fazenda em fevereiro, mas disse não ter decidido se disputará o governo de São Paulo em 2026.
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