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Mino Carta, criador de Veja, Istoé, Quatro Rodas e CartaCapital, morre aos 91 anos
Publicado 02/09/2025 • 07:58 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/09/2025 • 07:58 | Atualizado há 5 meses
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Morre Mino Carta aos 91; criador de Veja, Istoé, Quatro Rodas e CartaCapital
O jornalista Mino Carta morreu nesta terça-feira, 2 de setembro, aos 91 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado havia duas semanas em decorrência de complicações de saúde que se agravaram ao longo do último ano. Criador das revistas Veja, IstoÉ, Quatro Rodas e CartaCapital, também integrou a equipe fundadora do Jornal da Tarde, consolidando uma trajetória que atravessou seis décadas de jornalismo.
Nascido em Gênova, na Itália, em 1932, fazia parte da terceira geração de jornalistas de sua família. O avô, Luigi Becherucci, foi diretor do jornal genovês Caffaro até ser afastado pela perseguição fascista. Em 1946, aos 13 anos, Mino chegou ao Brasil com os pais. Em texto autobiográfico, descreveu suas primeiras impressões de São Paulo, então com 1,5 milhão de habitantes, como uma cidade “ordeira, elegante e senhorial”, lembrando as ruas centrais e a Avenida Paulista dominada por casarões.
Nos anos 1950, ingressou na Faculdade de Direito da USP, mas abandonou o curso para seguir o jornalismo. Em 1958, começou na Editora Abril e, aos 27 anos, assumiu a direção da recém-criada revista Quatro Rodas, tornando-se referência mesmo sem ligação prévia com o universo automobilístico. Poucos anos depois, em 1966, participou da criação do Jornal da Tarde, do Grupo Estado, que renovou a linguagem da imprensa brasileira.
Em 1968, lançou a Veja, onde atuou como diretor de redação durante o período da ditadura militar. Conhecido por sua postura crítica, Mino viveu embates com a censura e deixou a editora Abril anos mais tarde. Em 1976, fundou a IstoÉ, na Editora Três, consolidando o modelo de revista semanal de informação no país.
Na década de 1990, criou a CartaCapital, lançada em 1994, publicação que completou recentemente 31 anos, com jornalismo crítico e analítico.
Além das redações, Mino Carta publicou livros, como O Castelo de Âmbar (2000) e A Sombra do Silêncio (2003), misturando ficção e autobiografia. Em 2013, lançou O Brasil, e em 2016 publicou A vida de Mat. Recebeu prêmios importantes, como o título de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque, concedido pela Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil, e o título de doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero.
Nos últimos anos, manteve sua participação ativa na CartaCapital e em um blog pessoal, onde reforçou posições críticas sobre governos e o Judiciário. Para ele, o jornalismo deveria resistir às pressões políticas e às transformações impostas pela tecnologia. Fiel à sua máquina de escrever Olivetti, chegou a afirmar que a imprensa corria o risco de ser “engolida e escravizada pelas novas mídias”.
Carta deixa um legado de coragem editorial, de publicações que marcaram época e de uma visão de imprensa que desafiou governos, empresários e o poder.
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