Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que os Correios vão explicar em coletiva nesta segunda (29) sobre a crise bilionária?
Publicado 28/12/2025 • 19:56 | Atualizado há 7 meses
Filho de Biden diz que câncer do ex-presidente Joe Biden se espalhou ainda mais e é “muito doloroso”
Ataque à Hugging Face marca início de uma perigosa era de cibersegurança com IA; muitas empresas “nem sabem disso”
EXCLUSIVO CNBC: Mercado deve reorganizar rotas após crise do Estreito de Ormuz, diz CEO da Flexport
EXCLUSIVO CNBC: “A inflação será mais importante que o emprego, diz economista-chefe da Goldman Sachs
Trump retoma esforços para demitir Lisa Cook, do Fed
Publicado 28/12/2025 • 19:56 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Os Correios participam nesta segunda-feira (29), às 14h, de uma rodada de negociação com sindicatos dos trabalhadores, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). No mesmo dia, a estatal deve apresentar informações sobre sua situação financeira, o plano de reestruturação e os próximos passos da empresa.
O encontro ocorre às vésperas de uma possível decisão judicial impositiva. Caso não haja acordo, a Seção de Dissídios Coletivos do TST deve arbitrar, já na terça-feira (30), os termos do acordo coletivo 2025/2026, com decisão vinculante para empresa e sindicatos.
Na coletiva, os Correios devem apresentar dados que embasam sua posição nas negociações. Até setembro de 2025, o prejuízo acumulado da empresa ultrapassava R$ 6 bilhões, e a estimativa para o fechamento do ano é de cerca de R$ 10 bilhões. Projeções internas indicam que, sem mudanças estruturais, o déficit pode chegar a R$ 23 bilhões em 2026.
Leia mais:
Crise nos Correios: diretoria apresentará prioridades de seu plano de reestruturação na segunda-feira (29)
Extrato oficial publicado no DOU libera financiamento bilionário para os Correios
Esse cenário levou o governo federal a autorizar um empréstimo de R$ 12 bilhões, com aval do Tesouro Nacional, contratado junto ao Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil. Os recursos são condicionados à execução de um plano de reestruturação e devem ser usados, no curto prazo, para honrar salários atrasados, precatórios e dívidas acumuladas.
Outro ponto central da coletiva deve ser a justificativa para a rigidez na proposta salarial. A empresa ofereceu reajuste de 5,13%, equivalente à inflação, proposta rejeitada pela maioria dos sindicatos. Do lado dos Correios, o argumento é que qualquer aumento real de salários ampliaria um custo estrutural já insustentável, comprometendo o próprio plano de recuperação financeira exigido pelos bancos e pelo Tesouro.
A estatal deve insistir que a paz trabalhista é condição essencial para executar a reestruturação e evitar novos bloqueios de recursos públicos.
A coletiva também deve esclarecer os pilares do plano de reestruturação 2025/2027, que inclui mudanças profundas na operação:
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDesde 16 de dezembro, os Correios enfrentam greve, que se intensificou no dia 23 após a rejeição da proposta coletiva. O TST já determinou que 80% do efetivo seja mantido em atividade durante a paralisação, com multa diária de R$ 100 mil por sindicato em caso de descumprimento, o que reduz significativamente o poder de pressão dos grevistas.
Leia mais:
Correios miram economia de R$ 4,2 bilhões por ano em plano que sustenta crédito bilionário com aval do Tesouro
Correios assinam empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos
Se não houver acordo nesta segunda-feira, a decisão caberá ao Judiciário trabalhista, que tende a buscar um meio-termo, como reajuste modesto, preservação parcial de benefícios e validação das medidas de austeridade.
Na coletiva, os Correios também devem contextualizar a crise como parte de um problema estrutural do modelo de empresa pública, após 13 trimestres consecutivos de prejuízo. O rombo já levou o governo a bloquear R$ 7,2 bilhões de gastos de outros ministérios e do PAC para cobrir déficits da estatal.
O presidente Lula descartou uma eventual privatização, mas sinalizou que mudanças profundas são inevitáveis ao afirmar que “uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
iPhone 18 Pro: quanto vai custar o novo celular da Apple?
3
Depois de Harry Styles e Xuxa, veja os próximos grandes shows em São Paulo
4
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
5
Master Capixaba: cotistas dos fundos da Apex Partners – sócia da CVC – não precisam esperar laudo para agir na Justiça; veja o que dizem especialistas