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Publicado 16/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Master
Daniel Vorcaro
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciaram uma nova etapa da Operação Compliance Zero ao analisar a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. O objetivo agora é verificar se as informações entregues pelo ex-banqueiro trazem fatos inéditos e se podem ampliar as investigações sobre o caso Master.
Neste momento, PF e PGR ainda não discutem benefícios judiciais ou redução de pena. Antes disso, os investigadores querem confirmar se os relatos apresentados possuem consistência e ligação com provas já reunidas durante a operação.
Leia também: Banco Master na Operação Moral Hazard: entenda contexto das investigações
A estratégia dos investigados envolve o cruzamento das informações apresentadas pela defesa de Vorcaro com provas já coletadas durante a Operação Compliance Zero. Vale lembrar que nesta quinta-feira a PF realizou a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel e peça indicada como responsável pelas partes financeiras do caso investigado.
Entre os principais materiais analisados está o celular do ex-banqueiro. Segundo as investigações, o aparelho serviu como base para as duas últimas fases da operação e ajudou a sustentar novas medidas autorizadas pela justiça, entre elas, a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
Além disso, a PF e PGR também vão comparar os relatos com outros elementos obtidos em diferentes frentes da investigação. A intenção é descobrir se a possível delação apresenta fatos novos relevantes para o andamento do caso.
A defesa de Daniel Vorcaro entregou aos investigadores um documento dividido em anexos. Cada anexo trata de um tema específico e apresenta um resumo do que o ex-banqueiro pretende relatar. Os documentos também indicam possíveis meios de prova que poderiam confirmar os fatos apresentados. Todo o conteúdo da movimentação permanece em sigilo.
Por enquanto, os investigadores não receberam documentos de corroboração nem provas complementares. Nesta fase inicial, PF e PGR analisam apenas se vale a pena abrir uma negociação formal para um acordo de colaboração de delação premiada.
Leia também: Caso Master: quais são os nomes ligados ao jatinho de Daniel Vorcaro
Se a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República aceitarem seguir com a negociação, o ex-banqueiro deverá prestar depoimentos detalhados sobre cada anexo apresentado pela defesa. Além disso, os advogados precisarão entregar provas e documentos que confirmem os relatos feitos por ele.
Depois dessa fase, o acordo poderá ser assinado e enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal e relator do caso. Cabe ao ministro analisar o conteúdo e decidir pela homologação. A delação de Daniel Vorcaro só passa a ter validade jurídica após essa aprovação do STF.
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