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Operação Compliance Zero: entenda o que já aconteceu em cada fase da investigação
Publicado 18/04/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/04/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
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Operação Compliance Zero: entenda o que já aconteceu em cada fase da investigação
A Polícia Federal avançou na última quinta-feira (16) de abril de 2026 para a quarta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e prejuízos bilionários envolvendo o Banco Master, o BRB e agentes públicos e privados.
A nova etapa teve como principal fato a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em Brasília. A apuração ganhou dimensão nacional desde novembro de 2025 e passou a atingir nomes do setor bancário e do serviço público.
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A operação começou mirando supostas irregularidades na emissão e negociação de ativos financeiros.
Com o avanço das diligências, o foco se ampliou para suspeitas de ocultação patrimonial, influência indevida, pagamento de vantagens e uso de empresas para esconder bens e valores.
A primeira fase foi deflagrada em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal informou que investigava a suposta emissão de títulos de crédito sem lastro regular por instituições ligadas ao sistema financeiro.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva, prisão temporária e buscas em endereços de vários estados, entre eles Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
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Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master, chegou a ser preso naquele momento. Depois de 10 dias, deixou a prisão mediante medidas cautelares e monitoramento eletrônico.
Segundo os investigadores, havia indícios de fabricação de carteiras de crédito inconsistentes e posterior substituição de ativos após fiscalização.
Na prática, investigavam-se crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Sendo assim, os policiais saíram naquele dia para cumprir:
Ademais, as investigações começaram em 2024, por solicitação do Ministério Público Federal, que desconfiava de uma possível “fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira”.
Junto a isso, a suspeita era de que esses títulos tivessem sido vendidos a outro banco e, “após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada”, relatou a PF.
A segunda etapa ocorreu em 14 de janeiro de 2026. Desta vez, o alvo principal foi o patrimônio dos investigados.
A Polícia Federal realizou dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes estados e pediu o bloqueio de bens e valores que superavam R$ 5,7 bilhões.
Nessa fase, os investigadores passaram a citar possíveis crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Naquela época, a PF descreveu que os objetivos da operação eram “apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais”.
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Posteriormente, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal também precisou mudar. As investigações detectaram possível proximidade entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro. Por isso, o ministro André Mendonça assumiu o caso.
Em março de 2026, a terceira fase levou novamente Daniel Vorcaro à prisão. A PF informou que apurava crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Outros investigados ligados ao grupo citado no inquérito como “A Turma” também foram alvo de mandados. Entre eles, estão Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Mourão.
Como descrito pela Polícia Federal, o objetivo nessa fase é “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
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Ainda nessa terceira fase da Operação Compliance Zero, o STF afastou Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, dois funcionários do Banco Central. A dupla cumprirá medidas específicas, incluindo uso de tornozeleira eletrônica. Ademais, o sequestro e bloqueio de bens podem chegar a R$ 22 bilhões.
A quarta fase, deflagrada quinta-feira, concentrou as atenções sobre a relação entre BRB e Banco Master.
A Justiça Federal autorizou a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, após relatório da Polícia Federal apontar suspeitas de pagamento de propina por meio de imóveis de alto padrão.
De acordo com a investigação, seis imóveis localizados em Brasília e São Paulo teriam sido usados para repassar vantagens indevidas. O valor estimado dessas propriedades chegaria a cerca de R$ 146 milhões.
A PF sustenta que os bens não teriam sido transferidos de forma direta. A suspeita é de uso de empresas e estruturas patrimoniais para esconder os verdadeiros beneficiários.
Também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado pelos investigadores como participante da engenharia financeira usada para movimentar os ativos.
Outro ponto relevante da quarta fase envolve operações entre os dois bancos. Segundo a investigação, o BRB teria aportado cerca de R$ 12 bilhões no Banco Master por meio da compra de carteiras de crédito consignado sob questionamento.
Os investigadores apuram se essas transações tiveram ligação com vantagens indevidas e se causaram prejuízos à instituição pública.
O caso ganhou ainda mais peso porque o BRB é um banco controlado pelo poder público, o que amplia o interesse institucional sobre eventuais perdas.
Com a nova fase, a Polícia Federal tenta aprofundar a trilha do dinheiro, identificar beneficiários e esclarecer como funcionava a suposta rede de operações.
As defesas dos citados ainda podem se manifestar no processo. Como toda investigação em andamento, os fatos seguem sob análise da Justiça e novas medidas não estão descartadas.
Leia também:
A Operação Compliance Zero tornou-se uma das principais apurações financeiras em curso no país por reunir cifras bilionárias, nomes influentes e suspeitas que alcançam o setor público e o mercado bancário.
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