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PF e PGR vão cruzar delação de Vorcaro com dados extraídos do celular do ex-banqueiro
Publicado 06/05/2026 • 18:07 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 18:07 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) vão cruzar as informações apresentadas na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro com provas já colhidas no celular do ex-banqueiro e em outras frentes da Operação Compliance Zero.
O objetivo é verificar se os relatos trazem fatos novos e se justificam a abertura de uma negociação formal para um acordo de colaboração premiada. Nesse primeiro momento, ainda não há discussão sobre tempo de pena, valores de ressarcimento ou demais cláusulas do eventual acordo.
A defesa de Vorcaro entregou aos investigadores um documento com temas que poderiam ser abordados na delação, conhecidos como anexos. Cada anexo trata de um fato diferente e traz um resumo do que o banqueiro pretende relatar, além da indicação de possíveis meios de prova. O conteúdo está sob sigilo.
Leia também: Quem é quem no caso Master: conheça os integrantes da ‘Turma’ de Daniel Vorcaro
As informações apresentadas pela defesa serão confrontadas com o conjunto de provas já reunido na Operação Compliance Zero. Não há prazo para a conclusão dessa etapa, mas investigadores pretendem dar prioridade à análise e evitar que o processo se prolongue.
O celular de Vorcaro serviu de base para as duas últimas fases da operação, que resultaram na segunda prisão do banqueiro e na prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Segundo a investigação, diálogos extraídos do aparelho indicaram que Vorcaro usava uma espécie de milícia armada para ameaçar adversários, tinha meios de invadir sistemas de órgãos de investigação e acertou o pagamento de R$ 146 milhões em imóveis a Paulo Henrique Costa.
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Nesta fase, a proposta de colaboração não é acompanhada por documentos de corroboração e ainda não envolve negociação sobre benefícios ao colaborador.
Ao fim da análise inicial, PF e PGR devem responder se têm interesse em avançar com um acordo de colaboração premiada com o dono do Banco Master ou se rejeitam a proposta.
Caso os investigadores entendam que há fatos inéditos e decidam prosseguir, será aberta uma mesa de negociação para tratar das cláusulas do acordo. Depois de eventual consenso, Vorcaro deverá prestar depoimentos sobre cada anexo, e sua defesa terá de apresentar documentos e provas de corroboração.
Com essas etapas concluídas, o acordo poderá ser assinado e enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por dar a chancela jurídica ao documento. A colaboração só terá validade e produzirá efeitos após a homologação pelo ministro.
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