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Da prisão do cunhado à nova fase: veja os novos desdobramentos da Operação Compliance Zero
Publicado 18/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 18/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: PF
Da prisão do cunhado à nova fase: veja os novos desdobramentos da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal avançou mais uma vez nas investigações da Operação Compliance Zero e cumpriu novos mandados. A ação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN) ligados ao entorno do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Nesta nova etapa, os investigadores prenderam Henrique Vorcaro, pai de Daniel, além de outros alvos apontados como integrantes de uma estrutura usada para monitorar o caso, intimidar jornalistas e movimentar os recursos investigados pela PF. A ação ocorreu na última quinta-feira (14).
Leia também: Operação Compliance Zero: veja o que já aconteceu em cada etapa da investigação
A sexta fase da Operação Compliance Zero cumpriu sete mandados de prisão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do caso, André Mendonça. Conforme citado, o pai de Daniel Vorcaro entrou na mira da PF como um dos investigados.
Ainda segundo as investigações, Daniel Vorcaro realizou depósitos diretamente na conta bancária do pai, que passou a figurar entre os beneficiários analisados pela Polícia Federal.
As investigações já tinham avançado em março, quando a PF prendeu preventivamente Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, ele organizava pagamentos feitos aos integrantes de “A Turma”.
Segundo os investigadores, a estrutura funcionava como uma milícia privada usada para intimidar adversários e proteger interesses ligados a Daniel Vorcaro.
As apurações apontam ainda que integrantes do grupo discutiram formas de agredir fisicamente o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com as mensagens apreendidas, a sugestão partiu de Daniel Vorcaro e chegou até Luiz Mourão, identificado pelo apelido de “Sicário”.
Pouco tempo depois de os agentes realizarem a prisão, ele tirou a própria vida, segundo conclusão da Polícia Federal.
Leia também: Quem é Felipe Vorcaro, preso na nova fase da Operação Compliance Zero
Os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta criticaram a decisão judicial e afirmaram que as autoridades não solicitaram explicações da defesa antes da autorização da prisão.
Segundo os defensores, o processo ainda não demonstrou a ilegalidade das movimentações financeiras investigadas nem comprovou ausência de racionalidade econômica nas operações analisadas pela PF.
“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.
O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer.”
A defesa também declarou que apresentará documentos e esclarecimentos para tentar comprovar a legalidade dos atos atribuídos a Henrique Vorcaro. Com isso, a Operação Compliance Zero deve seguir as investigações do caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Na sexta fase da Operação Compliance Zero a Polícia Federal cumpriu não apenas sete mandados de prisão preventiva, mas também 17 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de cargos públicos e bloqueio de bens. Dois dias depois, em 16 de maio, os investigadores anunciaram a prisão de Victor Lima Sedlmaier em Dubai, apontado como integrante do núcleo “Os Meninos”, responsável por ataques cibernéticos e espionagem digital. Com isso, a PF detalhou a atuação de duas estruturas distintas ligadas a Daniel Vorcaro: “A Turma”, voltada para intimidação e violência, e “Os Meninos”, especializados em invasões de dispositivos e monitoramento ilegal.
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