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Operações da PF

Operação Compliance Zero: veja o que já aconteceu em cada etapa da investigação

Publicado 12/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 12 horas

KEY POINTS

  • Desde novembro de 2025, a investigação passou por diferentes fases e ampliou o alcance das suspeitas.
  • A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, após suspeitas de pagamento de propina por meio de imóveis de alto padrão em Brasília e São Paulo.
  • A Polícia Federal segue rastreando patrimônio, operações financeiras e possíveis beneficiários dos recursos investigados.
Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução

Operação Compliance Zero 5ª fase: veja o que já aconteceu em cada etapa da investigação

A Polícia Federal avançou, no início de maio, para a quinta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e crimes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master, agentes públicos e operadores financeiros.

A nova etapa foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e teve como um dos principais alvos Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, preso durante a ofensiva realizada em Minas Gerais, São Paulo, Piauí e Distrito Federal.

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Desde novembro de 2025, a investigação passou por diferentes fases e ampliou o alcance das suspeitas. O caso começou com apurações sobre carteiras de crédito supostamente irregulares e hoje envolve suspeitas de pagamento de vantagens indevidas, operações ocultas, uso de empresas de fachada e movimentações bilionárias.

1ª fase

A primeira etapa da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de novembro de 2025. Naquele momento, a Polícia Federal investigava a suposta emissão de títulos de crédito sem lastro considerado regular por órgãos de fiscalização.

Mandados de prisão preventiva, prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master, chegou a ser preso e deixou a cadeia dias depois mediante medidas cautelares.

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As investigações apontavam suspeitas de fabricação de carteiras de crédito inconsistentes, que teriam sido negociadas entre instituições financeiras e posteriormente substituídas após fiscalizações do Banco Central.

Os investigadores passaram a apurar crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

2ª fase

A segunda fase ocorreu em janeiro de 2026 e ampliou o foco da investigação para o patrimônio dos investigados.

A Polícia Federal realizou novas buscas e pediu o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. As suspeitas passaram a incluir lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Com o crescimento da investigação, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria após a apuração indicar possível proximidade entre Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli.

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A operação também começou a investigar estruturas financeiras usadas para ocultação patrimonial e circulação de recursos considerados suspeitos.

3ª fase

Em março de 2026, a terceira fase voltou a atingir Daniel Vorcaro, preso novamente pela Polícia Federal.

Nessa etapa, os investigadores passaram a apurar suspeitas de ameaça, corrupção, invasão de dispositivos eletrônicos e lavagem de dinheiro. Outros integrantes do grupo investigado, citado no inquérito como “A Turma”, também foram alvo de medidas judiciais.

A investigação atingiu ainda servidores ligados ao Banco Central. Dois funcionários foram afastados por decisão do STF e passaram a cumprir medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.

Os bloqueios e sequestros patrimoniais autorizados pela Justiça poderiam chegar a R$ 22 bilhões.

4ª fase

A quarta fase foi deflagrada em abril de 2026 e colocou no centro da investigação a relação entre o BRB e o Banco Master.

A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, após suspeitas de pagamento de propina por meio de imóveis de alto padrão em Brasília e São Paulo.

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Segundo a investigação, seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões teriam sido utilizados para ocultar vantagens indevidas. A PF sustenta que empresas e estruturas patrimoniais teriam sido usadas para esconder os verdadeiros beneficiários.

As apurações também passaram a analisar operações financeiras entre BRB e Banco Master, incluindo aportes bilionários ligados à compra de carteiras de crédito consignado.

5ª fase

A quinta fase da Operação Compliance Zero foi realizada em 7 de maio de 2026 e aprofundou as investigações sobre supostos pagamentos ligados ao senador Ciro Nogueira.

Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, foi preso temporariamente pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, ele atuava como operador financeiro do esquema investigado.

A PF aponta mensagens que tratariam de pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ligados à chamada parceria “BRGD/CNLF”. Os investigadores também analisam a compra de participação na Green Investimentos S.A. por valor considerado abaixo do mercado.

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Segundo a investigação, uma empresa ligada ao irmão do senador adquiriu 30% da companhia por R$ 1 milhão, apesar de avaliação indicar valor próximo de R$ 13 milhões.

Mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro também passaram a integrar o inquérito. A PF suspeita de atuação política em favor de interesses privados ligados ao Banco Master.

O senador não foi preso, mas recebeu medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, incluindo proibição de contato com investigados e testemunhas.

Investigação continua aberta

Com cinco fases já realizadas, a Operação Compliance Zero tornou-se uma das maiores investigações financeiras em andamento no país.

A Polícia Federal segue rastreando patrimônio, operações financeiras e possíveis beneficiários dos recursos investigados.

Leia também:

As defesas dos citados na Operação Compliance Zero, ainda podem se manifestar no processo e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

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