Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
PEC que prevê fim da escala 6×1 pode avançar no Senado nesta quarta (02)
Publicado 02/09/2026 • 08:28 | Atualizado há 2 meses
OpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Publicado 02/09/2026 • 08:28 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Pedro França/Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode analisar nesta quarta-feira (02) a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho no país e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana. A medida, conhecida como PEC do fim da escala 6×1, prevê que o limite semanal passe das atuais 44 horas para 40 horas, sem redução salarial.
A matéria ganhou espaço na agenda do Congresso após articulações entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Relator da proposta na CCJ, o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou parecer favorável e decidiu preservar o conteúdo aprovado pela Câmara dos Deputados. Ele também rejeitou as 12 emendas apresentadas durante a análise no Senado.
A manutenção do texto evita, caso a PEC seja aprovada pelos senadores sem outras modificações, uma nova análise dos deputados.
Leia também: Fim da 6×1: relator da proposta diz que perspectiva de votação é boa
A proposta altera a Constituição para estabelecer em 40 horas o limite da jornada semanal, mantendo o máximo de oito horas de trabalho por dia. A implementação, no entanto, não seria imediata. A primeira mudança ocorreria 60 dias após a promulgação da emenda, quando a jornada máxima cairia para 42 horas semanais.
Depois do período de transição previsto no texto, o teto seria reduzido definitivamente para 40 horas por semana. A PEC também determina que a diminuição da carga horária não poderá resultar em corte salarial.
Outra mudança prevista é a garantia de pelo menos dois dias de repouso semanal remunerado, com preferência para que um deles seja aos domingos.
Na prática, a regra elimina a possibilidade de adoção da escala regular em que o empregado trabalha seis dias e descansa apenas um, embora o texto preserve instrumentos de negociação coletiva e contemple situações submetidas a regimes específicos.
Acordos e convenções coletivas poderão disciplinar a distribuição da jornada em determinadas atividades. A proposta também permite que legislação específica estabeleça regras para categorias com regimes diferenciados.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAo justificar seu parecer, Aziz argumenta que a duração constitucional da jornada não acompanhou as mudanças ocorridas no mercado de trabalho e na economia nas últimas décadas.
O limite de 44 horas semanais foi estabelecido pela Constituição de 1988. O relatório sustenta que, desde então, transformações tecnológicas, ganhos de produtividade e mudanças na organização das empresas modificaram as relações de trabalho.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam ainda que jornadas organizadas na escala 6×1 atingem com maior frequência trabalhadores de menor renda e escolaridade.
A votação na CCJ representa apenas uma das etapas da tramitação no Senado. Se aprovada pela comissão, a PEC poderá seguir para o plenário da Casa.
Por se tratar de uma alteração constitucional, serão necessários dois turnos de votação. Em cada um deles, o texto precisará receber o apoio de pelo menos três quintos dos senadores, equivalente a 49 votos.
Caso o Senado aprove integralmente a versão recebida da Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação. Mudanças no conteúdo obrigariam o texto a retornar aos deputados. A tramitação ocorre em meio a discussões sobre o prazo de adaptação das empresas e os possíveis efeitos da redução da jornada sobre diferentes setores da economia.
A discussão brasileira acompanha movimentos recentes de redução da jornada semanal em outros países da América Latina.
Segundo levantamento da Agência Senado, o Chile, foi adotada uma transição gradual de 45 para 40 horas semanais. A Colômbia também estabeleceu uma diminuição progressiva, partindo de 48 horas. O México aprovou uma transição para chegar às 40 horas semanais.
A redução progressiva da jornada também é defendida há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Uma recomendação da entidade publicada em 1962 estabeleceu a semana de 40 horas como referência para políticas de diminuição da carga de trabalho sem redução de salários.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp
4
Luxo: fotos mostram viagens de Lulinha em jato fretado e passeios pagos por empresários; veja
5
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 45,2% e Lula 44,1% no 2º turno, aponta pesquisa Indexa/Broadcast