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“Perseguição ilegal e arbitrária”: Flávio Bolsonaro volta a justificar saída do Brasil
Publicado 01/11/2026 • 20:36 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 01/11/2026 • 20:36 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
RICARDO ARDUENGO/AFP
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (1º) que pretende dar entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros nos próximos dias e voltou a atribuir sua saída do Brasil a uma suposta perseguição política e judicial.
Em uma nota publicada no X, o candidato derrotado à Presidência também afirmou ter recusado avançar em uma entrevista com a TV Globo depois que, segundo ele, a emissora não aceitou a condição de transmitir a conversa integralmente, sem cortes ou restrição de temas.
“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante”, escreveu.
Flávio afirmou acreditar que o Fantástico deste domingo exibirá uma reportagem sobre ele e acusou a emissora de não lhe dar direito de resposta.
Leia também: Alerta a aliado de Lula teria adiado fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
Na manifestação, Flávio também respondeu às críticas por ter deixado o Brasil após ser alvo de medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Não sai do Brasil, sai pelo Brasil!”, escreveu o senador.
Ele classificou as medidas como consequência de uma perseguição e voltou a relacionar a atuação das autoridades ao resultado do segundo turno da eleição presidencial, realizado em 25 de outubro.
Flávio perdeu a disputa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito. Depois do resultado, o senador tornou-se alvo de medidas cautelares em uma investigação que tramita no STF.
A Polícia Federal apresentou ao Supremo uma representação com pedidos de medidas cautelares às 21h16 do domingo da eleição, sete minutos após o resultado matemático da disputa ter sido confirmado, às 21h09.
Entre as medidas determinadas estavam a apreensão dos passaportes comum e diplomático de Flávio, a proibição de saída do território nacional e a restrição de contato com outros investigados.
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Siga o Times | CNBCEm nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal afirmou que pediu as cautelares após identificar “risco de saída do Brasil” pelo senador, investigado no âmbito da Petição 16.877, em tramitação no STF.
Segundo a PF, os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados após a decisão judicial e foi inserido um alerta migratório no sistema Sonar.
O senador também foi intimado na segunda-feira (26) a entregar, no prazo de 24 horas, eventuais passaportes de outras nacionalidades. A ordem não foi cumprida.
A Polícia Federal afirmou ainda não haver registro oficial da saída de Flávio pelos postos de controle migratório brasileiros e informou que investiga as circunstâncias do possível descumprimento das determinações judiciais. A corporação ressaltou que as restrições sobre os documentos de viagem, isoladamente, não caracterizam Flávio como foragido.
O senador deixou o Brasil por via terrestre, entrou na Argentina e seguiu de avião para o Equador antes de chegar aos Estados Unidos.
Leia também: Flávio Bolsonaro teria ficado “em pânico” enquanto deixava o Brasil, diz jornal argentino
Na nota deste domingo, Flávio voltou a atacar a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator da investigação.
O senador afirmou estar em um país no qual pode manifestar livremente suas opiniões e acusou o magistrado de agir de forma arbitrária. Também fez referência ao cumprimento de medidas policiais em sua residência e à situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Neste domingo, a defesa do senador também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que Moraes seja declarado impedido ou suspeito para continuar como relator do inquérito. Os advogados querem ainda a redistribuição do caso e a revogação das medidas cautelares determinadas contra Flávio.
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