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Mercado de fusões está mais seletivo e pode desacelerar no 2º semestre, avalia Davi Andrade Silva
Publicado 09/08/2026 • 02:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/08/2026 • 02:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O mercado brasileiro de fusões e aquisições está mais seletivo, com compradores concentrados em empresas estruturadas, com geração de caixa, governança e transparência financeira. Juros elevados e incertezas eleitorais podem frear novas operações no segundo semestre, avalia Davi Andrade Silva, advogado tributarista, especialista em M&A e sócio da Andrade Silva Advogados, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O setor movimentou US$ 32,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de negócios, porém, caiu 35%, para menos de 600 transações, segundo levantamento citado durante o programa.
Silva ressalta que apenas 45% das operações analisadas tiveram o valor divulgado. Os outros 55% aparecem no número de transações, mas sem informação sobre o montante negociado.
Ele observa, ainda, que os valores foram contabilizados em dólares. Quando convertida para reais, considerando a valorização da moeda brasileira no período, a expansão teria sido de 3,4%.
Apesar das limitações, o especialista considera que os dados indicam uma concentração dos investimentos em negócios mais estruturados.
“O comprador está olhando muito mais para negócios estruturados, estratégicos, com caixa, robustez e governança”, afirmou.
Tecnologia e software lideram em número de operações, enquanto o mercado imobiliário aparece entre os setores mais procurados.
Silva explica que pequenas e médias empresas também participam desse mercado, embora nem sempre constem dos levantamentos disponíveis. Para atrair compradores, elas precisam organizar previamente a governança, as demonstrações financeiras e as áreas fiscal e contábil.
Sem transparência nos balanços e uma estrutura tributária adequada, a avaliação e a negociação do negócio ficam mais difíceis.
“As empresas que buscam o mercado de M&A como opção precisam se organizar para chegar bem, com a transparência que o mercado exige”, disse.
O período pré-eleitoral tende a adiar projetos e decisões de investimento enquanto empresas e investidores aguardam maior clareza sobre o cenário político.
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Siga o Times | CNBCOs juros também pesam sobre as operações. Com a Selic em 14% ao ano, o empresário pode preferir manter os recursos aplicados em vez de comprar uma empresa cuja rentabilidade seja inferior à oferecida por investimentos financeiros.
Para Silva, esse cálculo reduz a atratividade de parte das aquisições e dificulta uma projeção mais firme para o restante do ano.
O setor de tecnologia permanece entre os mais procurados, impulsionado pelo avanço de software e inteligência artificial.
Já o mercado imobiliário atrai compradores por oferecer ativos tangíveis, que podem ser usados como garantia em financiamentos e outras operações.
Silva avalia que o ambiente de juros elevados também reforça o interesse pelo chamado “tijolo”, visto pelos investidores como um ativo mais concreto. O setor de serviços ainda aparece entre os segmentos com participação relevante nas transações.
A desaceleração não significa que o segundo semestre ficará sem grandes operações. Processos de fusões e aquisições costumam ser longos e envolvem etapas de auditoria, como a due diligence.
Por isso, transações iniciadas há cerca de um ano ainda podem ser concluídas nos próximos meses e elevar os números do período.
Mesmo assim, Silva vê uma tendência de contenção enquanto persistirem as dúvidas sobre as eleições e a trajetória dos juros.
“Se eu puder apostar, aposto em um cenário ainda de freio e contenção, até que os juros e o cenário político demonstrem alguma clareza”, afirmou.
As alterações principais foram: título no presente, atribuição explícita da projeção, corte de repetições, variação entre “ressalta”, “observa”, “considera”, “explica” e “avalia”, além da manutenção, no presente, das condições econômicas ainda vigentes.
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