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PF investiga possível fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA via Argentina, após suspensão de passaportes
Publicado 27/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 27/10/2026 • 10:15 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
A Polícia Federal (PF) investiga a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de viajar ao exterior.
A apuração começou após a divulgação de informações site argentino “Infobae” de que o candidato derrotado no último domingo (25) teria atravessado a fronteira durante a madrugada e embarcado em um avião particular com destino aos Estados Unidos.

Até o momento, as informações sobre a suposta viagem do senador não foram confirmadas oficialmente.
A Polícia Federal realiza um levantamento nos postos de controle migratório para identificar uma eventual saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro. As verificações iniciais indicam que o senador não passou oficialmente pelos pontos regulares de migração na fronteira entre Brasil e Argentina.
Além da análise dos registros de entrada e saída, os investigadores examinam informações sobre voos realizados entre os dois países. As autoridades argentinas também foram acionadas para verificar a existência de algum registro de ingresso do parlamentar. Até o momento não há confirmação de que ele tenha entrado na Argentina.
O porta-voz do presidente argentino Javier Milei reforçou essa posição. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o representante do governo afirmou que Flávio Bolsonaro não ingressou no país.
Leia também: Polícia Federal pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após definição do resultado do 2º turno
A suspeita ganhou repercussão após uma publicação do jornal argentino Infobae, que relatou uma possível travessia da fronteira pelo senador durante a madrugada. De acordo com o veículo, Flávio teria utilizado seu documento nacional de identidade para entrar na Argentina, em Puerto Iguazú, de onde embarcaria em um jato particular rumo aos Estados Unidos.
A reportagem identificou a aeronave como um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly. O suposto embarque teria ocorrido por volta das 2h da manhã.
Os dados de monitoramento mencionados indicam que o avião partiu de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Puerto Iguazú às 23h45. Após esse deslocamento, a aeronave deixou de aparecer nos sistemas de rastreamento consultados.
Enquanto a Polícia Federal busca esclarecer o caso, o senador Rogério Marinho, responsável pela coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. Questionado pelo jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Marinho respondeu: “Não saiu”.
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Siga o Times | CNBCÀ reportagem de Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a assessoria de imprensa do senador não sabia responder. “Deve ter ido visitar o pai”, afirmou, em mensagem.
De acordo com o SBT News, dois aliados políticos não identificados do senador confirmaram a versão de que ele teria entrado em território argentino.
A investigação sobre a possível saída do país ocorre em meio às restrições judiciais impostas ao senador. Após a eleição, o ministro Alexandre de Moraes determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio Bolsonaro, impedindo sua saída do território nacional.
A medida foi divulgada após o parlamentar ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Flávio, que é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal, foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. O prazo já expirou.
A determinação também abrange eventuais documentos de viagem emitidos por outros países, caso o senador possua mais de uma nacionalidade.
Além da proibição de deixar o Brasil, a decisão de Alexandre de Moraes estabelece que Flávio Bolsonaro não pode manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
A restrição impede qualquer tipo de comunicação entre os dois, inclusive por intermédio de terceiros.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio associou a apreensão de seus passaportes a uma declaração feita por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
Na sexta-feira (23), Eduardo havia afirmado que o senador deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado na disputa presidencial.
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