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PF liga Toffoli a fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro, diz relatório
Publicado 11/09/2026 • 08:45 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 11/09/2026 • 08:45 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
SCO/STF
Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, deixou a relatoria do caso Banco Master em fevereiro, após o avanço de suspeitas envolvendo sua atuação nas investigações.
Um relatório da Polícia Federal, produzido em fevereiro, apontava o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Mensagens analisadas pela PF indicavam que Vorcaro tratava os pagamentos ao fundo como prioridade. Em uma ocasião, após o atraso de uma transferência, o banqueiro teria dito ao cunhado Fabiano Zettel que a demora o havia colocado em “uma situação ruim” e teria procurado Toffoli para dar explicações.
Segundo a revista Piauí, que teve acesso ao relatório, os investigadores também levantaram a suspeita de que Vorcaro pudesse ter influenciado uma mudança de voto de Toffoli em um processo envolvendo precatórios de uma usina do setor sucroalcooleiro. A PF pediu aprofundamento da análise sobre esse ponto.
A suspeita ganhou relevância porque o Banco Master mantinha mais de R$ 10 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro em seu balanço. O relatório não conclui que houve interferência de Vorcaro, mas aponta a necessidade de investigar se há relação entre a atuação do banqueiro e a mudança de posição do ministro.
Leia também: Caso Master entra em semana decisiva no STF; entenda os próximos passos
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Siga o Times | CNBCO relatório que apontava suspeitas envolvendo Toffoli esteve entre os documentos discutidos no Supremo durante a crise do caso Master e ajudou a aumentar a pressão sobre a permanência do ministro na condução das investigações.
Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master em fevereiro, e o caso passou para o ministro André Mendonça, escolhido por sorteio após a saída do colega da condução do processo.
A redistribuição ocorreu após uma reunião entre os ministros do Supremo e manteve válidos os atos já praticados por Toffoli. Desde então, Mendonça passou a concentrar decisões relativas às investigações envolvendo Vorcaro e o Banco Master.
Nos últimos dias, o caso voltou ao centro das atenções no STF. Mendonça liberou para análise do plenário outro relatório da Polícia Federal, desta vez envolvendo mensagens de Vorcaro relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes, enquanto a Corte enfrenta novas divergências sobre a condução das investigações.
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