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PL Antifacção asfixia PF, tira dinheiro da Receita e enfraquece operações, diz Haddad
Publicado 19/11/2025 • 17:04 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 19/11/2025 • 17:04 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (19) que o texto do projeto de lei antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (18) vai “asfixiar financeiramente” a Polícia Federal e retirar recursos da Receita, no momento em que as corporações realizam um conjunto de operações para enfrentar o crime organizado.
“Nós estamos com três operações muito importantes — e as maiores da história — em curso: o combate aos fundos da Faria Lima, que estavam lavando dinheiro para o crime organizado; temos o combate à máfia do combustível do Rio de Janeiro; e nós temos, desde ontem, a questão da fraude do serviço bancário”, disse Haddad a jornalistas, no prédio da Vice-Presidência da República, em Brasília.
“Essas operações vão ser enfraquecidas com esse projeto”, destacou.
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O ministro disse ainda não ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o texto aprovado, que foi relatado pelo deputado federal e secretário de Segurança Pública licenciado do governo de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP). Mas afirmou que deve levar ao presidente preocupações com a operação das aduanas, a cargo da Receita, e que haverá tempo para isso em uma viagem à África do Sul.
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Siga o Times | CNBCHaddad reforçou a importância de fortalecer órgãos como os Ministérios Públicos Federal e dos Estados, a PF, a Receita e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para combater o crime organizado.
Ele destacou fraudes nos fundos de pensão, que atingiram até 25% do fundo de pensão de servidores públicos do Rio, e destacou que o governo tem avançado para combater delitos do tipo. “De agosto para cá, houve as maiores operações de combate ao crime organizado”, disse.
“Em menos de quatro meses, conseguimos começar a desbaratar quatro grandes esquemas de corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro. Nós não podemos deixar essas operações serem enfraquecidas por um relatório açodadamente votado, sem que os especialistas fossem ouvidos, sem que os órgãos fossem ouvidos adequadamente, à luz do dia.”
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