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Plano de IA prevê R$ 23 bilhões para reduzir dependência tecnológica do Brasil
Publicado 21/08/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/08/2026 • 09:20 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê investimentos de aproximadamente R$ 23 bilhões até 2028 para ampliar a capacidade tecnológica do país, reduzir a dependência de soluções estrangeiras e aplicar a inteligência artificial em áreas como serviços públicos, indústria e desenvolvimento social.
Entre as medidas estão a aquisição de um supercomputador, a criação de uma estrutura nacional para armazenamento e processamento de dados, uma parceria com empresas chinesas para desenvolver modelos de inteligência artificial em português e iniciativas para formar profissionais e estimular a produção de chips.
Segundo o governo federal, o conjunto de ações busca ampliar a infraestrutura de processamento disponível no Brasil e fortalecer o desenvolvimento de tecnologia nacional. Os recursos também deverão atender projetos de universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e empresas.
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Uma das principais medidas é a aquisição de um supercomputador, com investimento estimado em R$ 1 bilhão. O edital prevê uma máquina com capacidade de 7,2 mil petaflops, que, segundo o governo, estaria entre os dez equipamentos de maior capacidade do mundo para aplicações de inteligência artificial.
O equipamento será instalado no Rio Grande do Norte. A escolha do Estado leva em conta, entre outros fatores, a disponibilidade de energia necessária para manter a operação da estrutura.
O supercomputador poderá ser utilizado por órgãos públicos, universidades e empresas. A definição dos projetos que terão acesso à infraestrutura ficará a cargo de um comitê de governança, que ainda deverá estabelecer os critérios de seleção.
O plano também prevê a criação da chamada Nuvem Brasileira, voltada ao armazenamento de dados com tecnologia desenvolvida no país.
A iniciativa ainda está em fase inicial. O governo pretende primeiro consultar empresas do setor para avaliar a capacidade da indústria nacional de fornecer a infraestrutura necessária. A proposta prevê uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada, incluindo o desenvolvimento de um software brasileiro para a gestão dos dados.
O projeto será coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
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Siga o Times | CNBCA Nuvem Brasileira será diferente da atual Nuvem de Governo, criada em 2023 para armazenar dados de órgãos federais em território nacional. Embora a infraestrutura existente esteja sob controle do Estado brasileiro, ela utiliza tecnologias de empresas estrangeiras. Na nova proposta, a intenção é nacionalizar também o software utilizado na operação do sistema.
Outra frente do PBIA prevê a instalação de um centro de processamento no Rio de Janeiro, em parceria com as empresas chinesas Huawei e iFlytek. O projeto está previsto para começar em julho de 2027 e terá R$ 1,2 bilhão em recursos ao longo de cinco anos.
A estrutura será dedicada ao desenvolvimento de modelos de inteligência artificial em português. A estimativa do governo é formar cerca de 3 mil profissionais durante o período.
O governo também afirma que pretende ampliar esse tipo de cooperação internacional e avalia possíveis parcerias com outros países, principalmente da América Latina.
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O pacote inclui ainda uma iniciativa para estimular a fabricação de chips baseados na arquitetura aberta RISC-V. Por não exigir o pagamento de taxas de licenciamento de arquiteturas proprietárias, o padrão permite que empresas desenvolvam processadores a partir de uma base tecnológica aberta.
O programa será desenvolvido em parceria com a Espanha e prevê R$ 125 milhões em investimentos ao longo de quatro anos.
Outra medida é a criação, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e Inteligência Artificial Confiável. O projeto receberá R$ 50 milhões em dois anos e será voltado à pesquisa sobre segurança, transparência e uso da inteligência artificial.
Segundo o governo, o centro terá inicialmente caráter acadêmico e não deverá exercer controle direto sobre grandes plataformas de tecnologia. A proposta é produzir estudos e referências para acompanhar a expansão do uso de sistemas de IA e orientar a adoção da tecnologia no país.
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