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Polícia de SP deflagra ação para desmantelar esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa
Publicado 04/12/2025 • 08:32 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 04/12/2025 • 08:32 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Nesta quinta-feira (4/12), o Deic deflagrou a Operação Falso Mercúrio para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro a serviço de uma facção criminosa. Policiais civis estão nas ruas da capital e da Grande São Paulo para cumprir 54 ordens judiciais, que incluem seis mandados de prisão e 48 de busca e apreensão.
A ofensiva contra o patrimônio do bando resultou na ordem de apreensão de 49 imóveis, três embarcações e 257 veículos. Além dos bens materiais, o fluxo de caixa foi alvo da Justiça, que determinou o bloqueio das contas de 20 indivíduos e 37 empresas investigadas. A operação apura o envolvimento de 44 pessoas físicas e 213 pessoas jurídicas dedicadas em legalizar dinheiro proveniente do tráfico de drogas, estelionatos e jogos de azar.
Segundo a 3ª DIG, o grupo investigado operava um complexo sistema de lavagem de dinheiro para ‘limpar’ lucros obtidos com o tráfico, golpes e jogatina. Há fortes indícios de que a rede financeira servia diretamente aos interesses da organização criminosa hegemônica em São Paulo.
O organograma da quadrilha era segmentado em três camadas operacionais. Na base, atuavam os coletores, focados na captação dos valores ilícitos. O segundo nível era formado pelos intermediários, cuja função era movimentar e dissimular a origem dos fundos. Por fim, o dinheiro chegava aos beneficiários finais, que recebiam os recursos já ‘limpos’. Essa divisão rigorosa de tarefas era fundamental para a engrenagem do crime.
No total, 100 policiais civis de todas as delegacias da DIG foram empenhados para a operação, que recebeu o nome de Falso Mercúrio em alusão ao Deus do comércio e dos trapaceiros na mitologia romana.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou a saída das equipes para o cumprimento dos mandados nesta madrugada. “É uma das maiores operações já deflagradas pela Polícia Civil contra a lavagem de capitais. Os envolvidos no crime viviam uma vida de luxo e conseguiam milhões com a atividade ilícita. Hoje, nós avançamos contra essa rede criminosa”, disse.
O delegado e diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, revelou que esta é a maior investigação patrimonial e financeira já realizada pelo departamento. “Seguimos a diretriz de descapitalizar o crime organizado e recuperar ativos. Essa operação simboliza isso em razão do número de imóveis e bens que estão bloqueados e restritos”, afirmou.
Os envolvidos e os itens apreendidos serão levados à 3ª DIG, onde os casos serão registrados.
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