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Haddad diz que pode deixar a Fazenda e entrar em campanha
Publicado 11/12/2025 • 19:36 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 11/12/2025 • 19:36 | Atualizado há 7 meses
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Rovena Rosa / Agência Brasil
Ministro Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a possibilidade de deixar o cargo no governo federal para se dedicar à colaboração com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
Em entrevista concedida ao jornal O Globo, Haddad revelou que conversou recentemente com o presidente sobre seus planos de ter uma atuação mais ativa na disputa eleitoral.
“Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele,” afirmou o ministro.
Segundo Haddad, a reação de Lula foi “muito amigável,” sinalizando que respeitará a decisão do chefe da equipe econômica. A possível saída não tem data definida.
O ministro voltou a dizer que uma das situações que inspira mais cuidados na área federal são os Correios, que enfrentam um “rombo financeiro sem precedentes”. O problema é que a estatal precisa de uma “reinvenção” para reverter o quadro, especialmente após o fim do monopólio e a forte concorrência privada no setor de logística.
Para Haddad, a solução para garantir a universalização do serviço postal passa por um empréstimo para reestruturação e pela agregação de valor. A reinvenção envolve parcerias com bancos, como a Caixa Econômica, para oferecer serviços adicionais e ter capilaridade em instalações comuns.
A dívida de R$ 10 bilhões dos Correios foi citada como um dos valores que ficaram fora da meta fiscal em 2026.
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Siga o Times | CNBCHaddad também comentou sobre as exceções às regras fiscais, que, somadas, atingiram R$ 170 bilhões até 2026. Ele defendeu que as despesas mais recentes, como a ajuda ao Rio Grande do Sul e o Plano Brasil Soberano, são não-estruturais.
O ministro citou a dificuldade de impor uma política de compensação em gastos específicos, como o subsídio de R$ 5 bilhões anuais para a Defesa Nacional, que acabou ficando fora da meta fiscal. Haddad revelou que tentou, sem sucesso, vincular a aprovação desse subsídio à votação da reforma da previdência dos militares, uma combinação que ele considerava “ótima.”
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Sobre a relação com o Congresso, Haddad avaliou que, após dois anos produtivos na agenda econômica, a oposição começou a tentar “travar a agenda” a partir de maio para criar condições eleitorais mais favoráveis, o que diminuiu a produtividade do Executivo.
Por fim, o ministro defendeu que a escolha de novos diretores para o Banco Central será puramente técnica, mas reiterou sua visão de que a taxa Selic se encontra em patamar “muito restritivo”.
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