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Política Brasileira

Ministro da Fazenda critica sanções americanas a brasileiros e empresas por elo com facções

Publicado 02/07/2026 • 10:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • "Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil, são os brasileiros", afirmou o ministro.
  • Durigan também defendeu que a cooperação internacional deve se limitar ao compartilhamento de informações.
  • Na quarta-feira, os EUA anunciaram as primeiras sanções contra o Brasil, com base na recente designação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
PCC

Foto: Canva

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu à decisão dos Estados Unidos de sancionar brasileiros e empresas por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista à TV Record nesta quarta-feira, 1º, ele afirmou que a responsabilidade pela segurança pública no Brasil deve ser do próprio País.

“Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil, são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], é a Receita Federal”, afirmou o ministro.

Leia também: Departamento do Tesouro Americano bloqueia bens de empresários brasileiros nos EUA por ligação com PCC

Ele também defendeu que a cooperação internacional deve se limitar ao compartilhamento de informações.

“E se eles [americanos] a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer”, afirmou o Durigan.

EUA anunciam sanções

Na quarta-feira, os EUA anunciaram as primeiras sanções contra o Brasil, com base na recente designação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

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As sanções atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção. Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Leia também: Alvo de sanção dos EUA por PCC foi denunciado por lavagem no caso Corinthians-Vai de Bet

Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo governo americano como o líder do núcleo paulista do esquema e como ponte entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Ele também teve envolvimento com as fraudes no contrato de patrocínio do Corinthians com a Vai de Bet.

Também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira descrita como colaboradora próxima de Shimada, responsável por auxiliar na coleta de dinheiro em espécie e no apoio logístico da rede.

Além dos dois brasileiros, as sanções recaem sobre quatro empresas: três sediadas no Brasil – Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes – e uma em Portugal, a Avenidas Flutuantes Unipessoal.

As sanções bloqueiam bens e interesses dos sancionados que estejam sob jurisdição americana. Cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA ficam proibidos de realizar qualquer transação com os alvos.

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