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Sob pressão no Caso Master, Jaques Wagner mantém candidatura ao Senado
Publicado 22/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Carlos Moura/Agência Senado
Caso Master: Jaques Wagner mantém candidatura ao Senado
O senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu manter sua candidatura à reeleição mesmo diante do desgaste político provocado pelo envolvimento de seu nome nas investigações do caso Banco Master.
A decisão de prosseguir na disputa foi confirmada formalmente ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC pela assessoria do parlamentar.
Como parte do fortalecimento da chapa governista na Bahia, Wagner anunciou a indicação do advogado, professor da UFBA e ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PSD), como seu 1º suplente. O anúncio ocorreu na sede do PSD-BA com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Otto Alencar, selando a aliança entre PT e PSD na capital e no estado.
Leia também: Caso Master: PF convoca Jaques Wagner para depor em investigação sobre suposto recebimento de propina
De acordo com pesquisa recente, Wagner aparece em segundo lugar na corrida pelo Senado baiano, com 36,7% da preferência dos eleitores, enquanto a liderança da disputa é ocupada pelo ex-governador Rui Costa (PT-BA), que registra 50,6%.
No entanto, o impacto político do escândalo refletiu-se nos índices de aprovação do parlamentar. Outro levantamento aponta uma oscilação negativa de cinco pontos percentuais em suas intenções de voto no estado.
O PT da Bahia definiu o dia 1º de agosto para oficializar as candidaturas ao governo do estado e ao Senado. Exatamente uma semana após a convenção, Jaques Wagner prestará depoimento à Polícia Federal para responder sobre o suposto recebimento de vantagens ilícitas da instituição financeira.
Questionada sobre o posicionamento do parlamentar diante da intimação, sua assessoria afirmou que ele “já forneceu todos os esclarecimentos necessários” e ressaltou que “todos os méritos do procedimento estão sendo discutidos nos autos”.
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Siga o Times | CNBCAo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o cientista político Leopoldo Vieira, da consultoria Idealpolitik, afirmou não acreditar que o envolvimento no caso Master enfraqueça ou inviabilize a candidatura do senador na Bahia. Em sua avaliação, as chances de o PT desistir da indicação de Wagner também são baixas.
“Considero improvável que o PT recue da candidatura. A tendência é que o partido dispute a narrativa em defesa de Wagner, se o Caso Master adquirir efetivamente centralidade na campanha. Ele reúne capital político e força interna suficientes para sustentar sua candidatura”, disse Vieira.
O cientista político também avaliou como limitados os impactos dos desdobramentos do escândalo na candidatura do senador e na imagem do presidente Lula: “Até o momento, as pesquisas sugerem que o eleitorado dissociou o desgaste de Wagner da imagem do presidente da República, mantendo-os competitivos em suas respectivas raias”.
Vieira observou ainda que adversários políticos não demonstraram intenção de explorar a operação da PF contra o senador. “Viu-se, por exemplo, que, quando o senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal e as acusações contra ele ganharam repercussão, seus adversários evitaram explorar politicamente o episódio e tampouco fizeram críticas mais contundentes ao escândalo envolvendo o Master. Não parece haver interesse do sistema político baiano em transformar o caso em eixo central da disputa”, afirmou, pontuando que “mesmo para o bolsonarismo, recomenda-se cautela, em razão da ligação do Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro, com o senador Flávio Bolsonaro”.
Leia também: Banco Master movimentou R$ 3,6 bilhões em créditos para fundos da Reag
O ex-líder do governo no Senado tornou-se alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As investigações apuram se Wagner e membros de sua família receberam vantagens econômicas indevidas negociadas com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e também alvo da ação policial.
Entre os pontos investigados estão a negociação para a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador e o uso frequente de jatinhos particulares vinculados ao executivo ou à instituição financeira.
Um dia após tornar-se alvo da operação, o senador tentou efetivar a transferência de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões, cuja negociação havia sido iniciada meses antes. A transação imobiliária foi travada pelo cartório após o recebimento de uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Além do terreno, a decisão do STF determinou o bloqueio da transferência de um apartamento de luxo na capital baiana, avaliado em R$ 10 milhões.
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