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Prisão de ex-presidente do BRB indica gravidade das suspeitas e dificulta habeas corpus, diz criminalista
Publicado 16/04/2026 • 14:14 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/04/2026 • 14:14 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, determinada nesta quinta-feira (16) no âmbito da Operação Compliance Zero, indica a gravidade das suspeitas levantadas pela investigação e pode ter desdobramentos relevantes para o sistema financeiro e a credibilidade institucional do país, segundo o advogado criminalista Vitor Mageski Cavalcanti.
Em entrevista nesta quinta-feira ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista frisou que o fato de o BRB ser um banco público torna o caso ainda mais sensível sob o ponto de vista penal.
“Trata-se de um banco público e, portanto, é passível a ocorrência do crime de corrupção”, afirmou, ao comentar a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia também: Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF
Segundo a investigação, Paulo Henrique Costa teria se beneficiado diretamente de vantagens indevidas e autorizado operações mesmo após tomar conhecimento de inconsistências relevantes em carteiras ofertadas ao BRB.
Para Mageski, a aquisição de ativos sem lastro adequado poderia gerar forte prejuízo ao banco e aos investidores. “Considerando o volume do valor do prejuízo e a conduta, é possível sim a prisão, até mesmo por violar o próprio sistema financeiro”, declarou.
O advogado explicou que, após a detenção, um dos procedimentos iniciais é o exame de corpo de delito, obrigatório para verificar se houve qualquer violação à integridade física do preso no momento da captura.
Na sequência, Paulo Henrique Costa poderá ser levado à Polícia Federal para prestar depoimento complementar, embora os detalhes da apuração permaneçam sob sigilo.
Leia também: Ex-presidente do BRB recebeu R$ 140 mi em imóveis de luxo como propina, diz PF
Mageski também apontou a possibilidade de negociações processuais durante o avanço do caso. “Eventualmente pode ser oferecida a ele também uma proposta de delação.”
Segundo ele, a decretação da prisão preventiva pode influenciar a estratégia adotada pela defesa nas próximas etapas.
Na avaliação do criminalista, uma eventual tentativa de soltura imediata por habeas corpus enfrenta obstáculos relevantes neste momento.
Isso porque a ordem de prisão partiu diretamente de um ministro do STF, a mais alta Corte do país, e envolve acusações consideradas graves.
Leia também: PF prende Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em nova fase da Compliance Zero
Mageski citou possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o sistema financeiro nacional. “É complicado, é difícil pensar numa solução através de habeas corpus neste momento”, explicou.
Ele ressaltou ainda que a prisão preventiva, quando fundamentada juridicamente, não possui prazo automático para revogação. “Aparentemente apresenta-se uma medida difícil para obter a liberdade”, acrescentou.
Questionado sobre informações de bastidores de que o ex-presidente do BRB poderia ter sido avisado previamente sobre a operação policial, Mageski disse que eventual vazamento precisa ser investigado separadamente.
Segundo ele, a prioridade segue sendo o conjunto probatório reunido durante o inquérito.
“As provas obtidas até agora foram o que justificou a prisão preventiva e são muito mais importantes”, afirmou.
Ainda assim, caso se confirme o repasse antecipado de informações sigilosas, pode haver responsabilização criminal.
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“Isso tecnicamente representa um crime próprio para aquele que vazou essas informações, com possível enquadramento por obstrução da Justiça”, concluiu.
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