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Protestos contra o feminicídio acontecem em diversas regiões do País
Publicado 07/12/2025 • 19:57 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/12/2025 • 19:57 | Atualizado há 1 mês
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Estadão Conteúdo
Protesto contra feminicídio marca fim de semana em SP, após capital registrar recorde de casos em 2025
Manifestantes saíram às ruas nesta semana em cidades como São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Manaus, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, São Luís e Teresina para protestar contra o crescimento dos casos de feminicídio no país. As mobilizações foram convocadas após a repercussão de episódios brutais de violência contra mulheres em São Paulo e em outras regiões.
O crime de feminicídio, tipificado pela Lei 13.104/2015, é o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou de gênero.
Na capital paulista, Taynara Santos, de 31 anos, teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, na zona norte da cidade. A defesa da vítima — e um amigo do agressor — afirmam que o rapaz cometeu o crime de forma intencional com o objetivo de matar a mulher. Evelyn de Souza Saraiva, de 38 anos, foi baleada seis vezes por seu ex-companheiro enquanto ela trabalhava na zona norte de São Paulo.
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No Recife, uma mulher grávida e quatro filhos morreram durante um incêndio. O suspeito, pai das crianças, foi preso em flagrante no mesmo dia.
No Rio de Janeiro, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino. O crime ocorreu no dia 28 de novembro.
Em Brasília, o corpo da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrado carbonizado. O crime está sendo investigado como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.
Dados da SSP apontam que a cidade de São Paulo já registrou em dez meses o maior número de feminicídios da série histórica, desde 2015, quando o crime foi tipificado em lei federal. O número é maior do que o registrado em todos os anos desde 2015. Antes, o maior índice registrado havia sido nos doze meses de 2024, com 51 feminicídios.
Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.
Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero indicam que, em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero.
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