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Liderança humanizada com perspectiva de gênero ganha espaço no debate corporativo
Publicado 14/08/2025 • 21:06 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 14/08/2025 • 21:06 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Foto: Pexels
A adoção de práticas de liderança humanizada com perspectiva de gênero tem sido apontada como estratégia para melhorar a saúde mental e a equidade nos ambientes de trabalho.
Especialistas defendem que a abordagem vá além do discurso genérico sobre empatia, incorporando medidas concretas que reconheçam e enfrentem as diferentes experiências vividas por mulheres, homens e pessoas não binárias no mercado.
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Dados do IBGE de 2024 indicam que apenas 37% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres, enquanto a diferença salarial em relação aos homens permanece em 22%, segundo a ONU Mulheres.
Para especialistas, a mudança exige revisão de estruturas de poder historicamente desiguais, políticas organizacionais inclusivas e ações contra padrões discriminatórios. Levantamento do Mercer Global Talent Trends 2024 mostra que 82% dos executivos associam o foco no impacto humano à atração de talentos, e 81% veem relação direta com a lucratividade.
Os afastamentos por transtornos mentais no Brasil cresceram 67% em 2024, sendo 65% dos casos referentes a mulheres, de acordo com o INSS. Entre os fatores citados estão sobrecarga de trabalho, ausência de apoio institucional para equilibrar carreira e maternidade, e ambientes hostis para profissionais LGBTQIAPN+.
Pesquisas da FGV apontam que empresas com liderança humanizada apresentaram 18% mais retenção de talentos, aumento de 12% na performance, redução de 70% na rotatividade de mulheres e maior engajamento de funcionários LGBTQIAPN+ em organizações com políticas inclusivas.
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Siga o Times | CNBCMedidas defendidas por especialistas incluem licença parental igualitária, protocolos contra assédio, equidade salarial, mentorias para mulheres líderes, representatividade de gênero em comitês de decisão e incentivo a masculinidades não tóxicas. Segundo eles, liderar com consciência de gênero é uma escolha ética e política, capaz de gerar resultados sustentáveis e ambientes mais justos para todas as pessoas.
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