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Reindustrialização do Brasil emperra em 2025 com juros e tarifaço
Publicado 23/12/2025 • 13:10 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 23/12/2025 • 13:10 | Atualizado há 4 semanas
Os dados mais recentes do PIB mostram uma perda relativa da participação da indústria na economia. A agropecuária cresceu 9,6% nos quatro trimestres acumulados até setembro. Serviços avançaram 2,2%. Já a indústria está no final da fila, com alta de apenas 1,8%.
No recorte mensal, o desempenho também está aquém do observado em outros setores. A produção industrial cresceu apenas 0,1% em outubro na comparação com setembro, segundo o IBGE, bem abaixo da expectativa de 0,4% para o mês. Foi também o menor avanço desde o ano passado. Na comparação anual, houve queda de 0,5%, frustrando a projeção de crescimento de 0,2%.
Mesmo com um PIB total acima do esperado, inflação e câmbio menos pressionados do que se previa, a indústria segue 14,8% abaixo do seu recorde histórico, registrado em maio de 2011.
Para Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, o desempenho da indústria em 2025 também sofre impacto do tarifaço no comércio internacional.
“Na indústria de transformação houve um freio no início do ano. Ainda estamos no campo positivo, mas muito abaixo das expectativas”, afirmou Azevedo em entrevista exclusiva ao Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC.
Segundo ele, empresas brasileiras de produtos manufaturados conseguiram se reposicionar no mercado externo, buscando novos parceiros. “Houve diversificação e procura por outros mercados”, acrescenta.
Ainda assim, o principal entrave permanece sendo a taxa de juros. A queda dos juros ainda não aparece no horizonte da autoridade monetária e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, voltou a evitar qualquer sinalização sobre cortes na Selic. Mesmo com a inflação abaixo do teto da meta, o BC avalia que as pressões em setores mais voláteis, como serviços, continuam elevadas.
Durante a campanha eleitoral de 2022, a retomada da indústria foi uma das principais bandeiras de Lula. Os números, porém, mostram dificuldades de cumprir a promessa.
O crescimento mais lento da indústria pode gerar efeitos colaterais relevantes, como salários mais pressionados, já que a indústria historicamente remunera melhor do que outros setores. Uma pesquisa da CNI, do final de 2024, mostrou que o rendimento dos trabalhadores industriais foi 9,6% superior ao das remunerações médias da agropecuária e dos serviços.
Mesmo dentro da indústria, o crescimento recente tem se concentrado em segmentos de menor valor agregado. Em outubro, a indústria extrativa avançou 3,6% e a indústria de alimentos cresceu 0,9%.
Em 2024, o governo federal lançou o plano Nova Indústria Brasil como tentativa de reverter esse quadro, com promessa de R$ 300 bilhões em investimentos até 2026, incluindo aportes em agroindústria, setor farmacêutico, mobilidade, moradia, saneamento, energia e defesa.
O Conselho Federal de Economia (Cofecon) avalia que se trata de “um processo em construção” e ressalta que a reindustrialização exige, além de investimentos robustos, um longo período de maturação.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse ao Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, que a indústria lidera os financiamentos do banco, recebendo mais de 50% dos créditos subsidiados. Ao longo do atual governo, o montante soma R$ 30 bilhões, segundo o próprio banco de fomento.
Mercadante aponta questões globais como entrave à velocidade da reindustrialização. “O cenário internacional é muito difícil… a competitividade da China, o tarifaço do Trump…”, enumera.
Ele cita o setor automotivo como resultado positivo das iniciativas, com o Brasil apostando em carros híbridos. “Estamos financiando o P&D da Volkswagen, Stellantis, Toyota, entre outras”, destaca.
Segundo Mercadante, o Brasil constrói sua própria rota, avançando em híbridos à base de etanol, enquanto os chineses apostam em elétricos.
Outro exemplo citado é o setor farmacêutico, com o desenvolvimento de vacinas contra a dengue. O Instituto Butantan acessou R$ 386 milhões para o desenvolvimento do antídoto.
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