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Rombo de R$ 57,4 bilhões em quebras do caso Master impõe maior teste da história ao FGC

Publicado 28/04/2026 • 16:23 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Relatório anual mostra que colapsos recentes geraram o maior impacto financeiro já enfrentado pela entidade.
  • Somente Master, Master de Investimentos e Letsbank exigiram R$ 41 bilhões em garantias.
  • FGC antecipou R$ 32 bilhões em contribuições para recompor caixa e preservar liquidez do sistema.

As liquidações bancárias ligadas ao conglomerado Master provocaram um custo estimado de R$ 57,4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em 2025, no maior teste recente da capacidade financeira da entidade responsável por proteger depositantes e investidores no país.

O impacto veio após a liquidação extrajudicial dos bancos Master, Master de Investimentos e Letsbank, que demandaram R$ 41 bilhões em pagamentos de garantias a quase 800 mil credores. Segundo o documento, 97% desse volume financeiro já havia sido repassado aos beneficiários até o fechamento do relatório.

Além disso, no início de 2026, ocorreram novas liquidações: a da Will Financeira, pertencente ao conglomerado Master, e a do Banco Pleno, que integrou o mesmo grupo até setembro de 2025. O relatório informa que 72% das garantias devidas aos credores do Banco Pleno já haviam sido quitadas até a conclusão do documento.

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Metade do caixa esteve ameaçada

O FGC relata que o ano de 2025 começou sob risco de um evento de iliquidez no conglomerado Banco Master, cuja eventual quebra poderia consumir cerca de metade do caixa do fundo.

Diante desse cenário, os primeiros nove meses de 2025 foram dedicados à adoção de medidas para reduzir os efeitos sobre a liquidez do FGC e sobre a estabilidade do sistema financeiro nacional.

Operação emergencial tentou conter perdas

Em abril de 2025, o fundo afirma ter estruturado uma operação de suporte financeiro que interrompeu o crescimento acelerado do passivo do conglomerado e atraiu recursos do patrimônio pessoal do controlador para capitalização do banco.

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Segundo o relatório, até a decretação da liquidação, havia expectativa de que uma operação envolvendo o BRB pudesse reduzir de forma relevante o impacto patrimonial de uma eventual quebra do Master.

Reforço de caixa de R$ 32 bilhões

Após os desembolsos, o FGC informou que recolheu, em março de 2026, cerca de R$ 32 bilhões junto às instituições associadas, em forma de antecipação de contribuições que seriam pagas ao longo dos 60 meses seguintes.

Com a medida, o fundo afirma manter reservas robustas para enfrentar cenários severos de estresse de mercado.

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Patrimônio segue acima de R$ 100 bilhões

Mesmo com os impactos das liquidações e dos eventos subsequentes, o relatório aponta que o patrimônio líquido do FGC seria de R$ 112 bilhões, enquanto a liquidez ficaria em R$ 103 bilhões.

Criado para proteger depósitos e investimentos cobertos em casos de intervenção ou liquidação bancária, o FGC completou 30 anos em 2025 justamente no momento de maior pressão recente sobre sua estrutura financeira.

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