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Senado oferece apoio da Polícia Legislativa para segurança de Vorcaro em depoimentos
Publicado 19/02/2026 • 20:36 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 19/02/2026 • 20:36 | Atualizado há 3 meses
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Reprodução/LinkedIn
Vorcaro
O Senado ofereceu apoio da Polícia Legislativa para complementar a segurança do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante sua ida ao Congresso na próxima semana e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que defina como será feita a escolta, já que o banqueiro está em prisão domiciliar em São Paulo.
Vorcaro tem duas agendas no Senado. Na segunda-feira (23), às 16h, ele deve falar à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados. No dia 25, ele vai depor à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no âmbito do grupo de trabalho instalado para acompanhar as investigações do caso Banco Master.
Em documento enviado ao STF, a Advocacia-Geral do Senado solicitou que a Corte estabeleça “as condições de sua permanência nas dependências do Congresso Nacional pelo período estritamente necessário” e afirmou que a cooperação da Polícia do Senado pode ser adotada para fins de segurança institucional interna, mantendo a responsabilidade da autoridade policial competente pela custódia, conforme o texto do ofício.
No mesmo documento, o Senado indicou que o transporte do banqueiro deve ser custeado por ele próprio, e que, até esta quinta-feira (19), ainda não havia recebido instruções do STF sobre o procedimento.
O ofício foi encaminhado a pedido da CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Na semana passada, Renan disse que a oitiva de Vorcaro era prioridade para dar andamento ao trabalho do colegiado e afirmou que o banqueiro confirmou presença na sessão.
A CPMI do INSS pretende questionar o banqueiro sobre a atuação do Banco Master em operações de consignado vinculadas a benefícios do INSS. Segundo a própria comissão, a apuração envolve cerca de 250 mil contratos e busca detalhar eventuais irregularidades e responsabilidades .
Já na CAE, o depoimento ocorre no contexto do grupo de trabalho criado para acompanhar as investigações sobre o Banco Master e ouvir agentes públicos e privados ligados ao caso, incluindo reguladores e representantes do sistema financeiro .
O desdobramento ocorre após o Banco Central decretar, em 18 de novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master e de instituições do conglomerado. No STF, a relatoria do inquérito do caso Master foi redistribuída e passou ao ministro André Mendonça após polêmicas envolvendo Dias Toffoli.
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