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Suspeito de facilitar ataque hacker foi preso após análise de imagens

Publicado 07/07/2025 • 11:33 | Atualizado há 12 meses

KEY POINTS

  • A Polícia Civil de São Paulo analisou imagens registradas pelas câmeras internas de segurança da empresa de tecnologia C&M Software (CMSW) para desvendar parte do ataque hacker que desviou pelo menos R$ 800 milhões de instituições financeiras.
  • A partir da análise das imagens, os policiais monitoraram o comportamento dos funcionários e, então, conseguiram descobrir quem teria facilitado a ação dos criminosos.
  • A Polícia Civil prendeu na quinta-feira (3) João Nazareno Roque, que tem 48 anos e atua como programador júnior terceirizado na C&M.
Imagem ilustrativa.

Pixabay.

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A Polícia Civil de São Paulo analisou imagens registradas pelas câmeras internas de segurança da empresa de tecnologia C&M Software (CMSW) para desvendar parte do ataque hacker que desviou pelo menos R$ 800 milhões de instituições financeiras no início da semana, o maior crime do tipo já registrado no País.

A partir da análise das imagens, os policiais monitoraram o comportamento dos funcionários e, então, conseguiram descobrir quem teria facilitado a ação dos criminosos.

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A Polícia Civil prendeu na quinta-feira (3) João Nazareno Roque, que tem 48 anos e atua como programador júnior terceirizado na C&M. Segundo a investigação, ele recebeu R$ 15 mil para repassar aos criminosos seu login e senha funcionais. A empresa de tecnologia interliga instituições financeiras aos sistemas do Banco Central, incluindo o Pix.

Além de ceder sua senha, Roque também recebeu instruções para executar comandos em seu computador funcional na C&M.

“A gente trouxe para a investigação a própria empresa. Conversamos com os gerentes, supervisores, diretores e começamos a monitorar o comportamento dos funcionários”, disse Paulo Eduardo Barbosa, delegado da Delegacia de Crimes Cibernéticos em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

“Ficou evidente que ele usava o equipamento, olhava algumas anotações e inseria os comandos. A gente acredita que sejam os códigos maliciosos”, acrescentou o delegado.

Ao programa, a defesa de Roque disse que seu cliente é inocente, serviu de “fantoche” e não sabia do golpe multimilionário. Os demais envolvidos no ataque ainda não foram presos ou identificados.

Em seu depoimento, o programador contou que foi abordado no início de março, quando estava saindo de um bar. O homem, segundo Roque, disse que sabia que ele trabalhava com sistemas de pagamentos, porque “tinha amigos da área que contaram”.

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Os dois trocaram telefones. Duas semanas depois, ele teria sido procurado por ligação no WhatsApp. “O interlocutor falou que queria conhecer o sistema financeiro da C&M”, disse à Polícia Civil.

O primeiro pagamento, de R$ 5 mil, foi para entregar login e senha. Duas semanas depois, ele teria sido procurado novamente, desta vez para executar comandos no computador funcional. Roque afirmou que, desde então, mudou de chip e passou a substituir o aparelho celular a cada 15 dias.

O técnico de TI confessou à Polícia que estava inserindo comandos no sistema da C&M, a mando dos criminosos, desde maio. Em troca, teria recebido mais R$ 10 mil.

Questionado sobre a identidade dos hackers, ele disse que não sabe quem o cooptou. “Tirando o primeiro contato, quando passou seu telefone no primeiro dia, não teve contato pessoal com mais ninguém, só por telefone”, diz o termo de depoimento.

No LinkedIn, João Nazareno Roque se apresenta como estudante de Tecnologia da Informação e desenvolvedor back-end júnior. Nessa função, o programador desenvolve a estrutura de códigos que faz a interface de sites e aplicativos com servidores e bancos de dados.

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