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Terremoto na Colômbia gera impacto na produção cafeeira e pode abrir espaço para exportadores brasileiros
Publicado 11/08/2026 • 13:03 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 13:03 | Atualizado há 1 hora
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O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na manhã da última segunda-feira (10) provocou impactos estruturais nas regiões de Caldas e Risaralda, áreas que concentram uma parcela relevante da produção cafeeira do país.
Maior fornecedora mundial de grãos arábicos lavados, com uma produção de 13,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o país ainda não teve o impacto do desastre natural totalmente contabilizado pelos produtores locais. Na segunda-feira, a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNA) emitiu uma nota afirmando que as operações nas regiões de Armênia, Manizales, Pereira, Tuluá e Buga foram temporariamente suspensas até que as inspeções de segurança necessárias sejam concluídas.
Até o momento, o impacto nas lavouras de café é incerto. No entanto, o principal fator de preocupação é o gargalo logístico. Houve registros de deslizamentos de terra, interdições temporárias e bloqueios em rodovias da região cafeeira, além da suspensão temporária das operações em aeroportos regionais e nos terminais portuários de Buenaventura para averiguações na infraestrutura.
“A interrupção parcial das rotas de transporte e as restrições operacionais em algumas regiões tendem a atrasar os embarques, aumentar custos e reduzir temporariamente a capacidade de escoamento. Nesse contexto, compradores internacionais que dependem do fluxo regular de café colombiano podem buscar origens alternativas para garantir o abastecimento, criando uma oportunidade para os exportadores brasileiros de café arábica ampliarem sua participação em determinados mercados”, afirmou Cláudio Delposte, analista de café do Rabobank Brasil.
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Siga o Times | CNBCEspecialistas e associações consultadas pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC afirmaram que ainda é cedo para mensurar o impacto do terremoto no mercado brasileiro. A Colômbia é uma grande compradora do café do Brasil, e os danos à infraestrutura, como estradas, podem prejudicar essa relação comercial.
“Apesar dessa potencial janela comercial para o Brasil, é importante destacar que a prioridade neste momento continua sendo a recuperação das áreas afetadas, o restabelecimento da infraestrutura e a normalização das atividades das comunidades impactadas pelo desastre. A velocidade dessa recuperação será determinante para avaliar a duração e a intensidade dos efeitos sobre o fluxo de exportações de café da Colômbia”, concluiu Delposte.
Em nota, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) prestou solidariedade aos colombianos e afirmou que “qualquer análise econômica precisa ficar em segundo plano”.
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