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Augusto Neves Dal Pozzo

Infraestrutura na América Latina precisa de mais investimentos e planejamento, avalia Dal Pozzo

Publicado 28/09/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • América Latina precisa ampliar os investimentos em infraestrutura para melhorar os serviços oferecidos à população.
  • Projetos precisam de planejamento, metas claras e fiscalização para garantir que os recursos gerem resultados.
  • Tecnologia pode facilitar o acompanhamento dos investimentos, a medição dos resultados e a identificação de falhas.

A América Latina precisa investir pelo menos 3,12% do PIB (Produto Interno Bruto) por ano em infraestrutura até 2030, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) citado durante debate do Foro Ibero-americano de Direito Administrativo, realizado em Quito, no Equador. Do total, 41% deveriam ser destinados à manutenção.

No Brasil, o investimento em infraestrutura foi de 2,22% do PIB em 2025, segundo os dados apresentados durante o Capital Infra. Para o advogado especialista em infraestrutura Augusto Dal Pozzo, além de ampliar os investimentos, é necessário estabelecer resultados claros para os projetos.

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O notável do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC Augusto Dal Pozzo defende que contratos de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) precisam definir metas e entregas que possam ser acompanhadas ao longo da execução. Ele destacou que um projeto pode cumprir suas etapas e ainda assim não solucionar o problema para o qual foi criado.

Um dos exemplos citados foi o transporte coletivo. Investimentos podem melhorar ônibus e rotas, mas, sem integração com outros modais, o resultado esperado não é alcançado. Para o especialista, falhas de planejamento podem comprometer a efetividade dos projetos mesmo quando o contrato é executado.

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A tecnologia também pode ajudar a fiscalizar esses projetos. Bancos de dados e ferramentas de inteligência artificial permitem acompanhar os investimentos e verificar se os resultados previstos estão sendo alcançados. Mas a IA deve servir como apoio ao poder público, e não tomar decisões sozinha, já que os algoritmos podem apresentar vieses.

Sem esse acompanhamento tecnológico, pode ficar mais difícil identificar falhas, medir os resultados dos investimentos e corrigir problemas ao longo da execução dos projetos. Com isso, recursos podem ser aplicados sem que seja possível verificar com precisão se as melhorias esperadas estão, de fato, chegando à população.

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