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Esquecimento é normal ou sinal de algo grave? Descubra quando ligar o alerta
Publicado 01/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
Foto: Freepik
Quem nunca teve algum esquecimento? Esquecer não é privilégio único da pessoa idosa. Esquecemos desde que começamos a interagir com o mundo. Esquecemos de fazer o dever de casa, esquecemos de pagar uma conta, esquecemos de comprar algo no supermercado, esquecemos o nome de um ator da TV ou o nome de um filme. Mas quando isso começa a se tornar um problema?
O que pode estar por trás dos esquecimentos
A ciência nos ensina que algumas doenças são mais prevalentes no envelhecimento, entre elas as demências, nas quais está incluída a grande vilã, a Doença de Alzheimer. Aprendemos que uma pessoa idosa, quando esquecida, pode estar com Alzheimer.
Então vamos lá! Além da Doença de Alzheimer, temos outras demências, com outros nomes (Doença por Corpos de Lewy, Demência Fronto Temporal, etc.). Outro ponto importante é que nem todo déficit cognitivo é déficit de memória. Podemos ter problemas de atenção, disfunção executiva, dificuldades de linguagem, alterações visuoespaciais, alterações motoras, dependendo da região do cérebro afetada. Ainda assim, nem toda dificuldade cognitiva é demência.
Quando procurar um especialista e quais exames podem ajudar
Sendo assim, nada melhor do que procurar um especialista e fazer exames para chegar a um diagnóstico; afinal, não há tratamento sem um diagnóstico. Procure um geriatra, neurologista ou psiquiatra especializado em cuidados com a pessoa idosa. Eles solicitarão exames para esclarecer a origem do problema.
Entre os exames, será pedida uma avaliação neuropsicológica para identificar seu perfil cognitivo e definir suas forças e fraquezas cognitivas. Ela é realizada por meio da aplicação de uma bateria de testes por um psicólogo. Esse exame, junto com os demais (sangue, imagem ou líquor), ajudará o médico a encontrar um diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso.
Com a avaliação neuropsicológica, o psicólogo poderá orientar o paciente e os familiares, além de iniciar um programa de estimulação cognitiva, visando diminuir os efeitos do declínio cognitivo na vida do paciente e na sua autonomia.
Como reduzir riscos e preservar autonomia ao longo da vida
Atualmente, sabemos que essas doenças se iniciam antes do aparecimento dos sintomas. Infelizmente, não existe nenhuma terapia que interrompa o curso delas. Dessa forma, quanto antes forem diagnosticadas, mais tempo temos para minimizar seus efeitos no dia a dia das pessoas.
Por outro lado, as evidências científicas também mostram que cuidar do cérebro é uma tarefa de toda a vida. Atividade física, controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, alimentação saudável, sono adequado, proteção da audição e da visão, tratamento da depressão, convivência social e estímulos
cognitivos ajudam a reduzir riscos e preservar a autonomia. Ler, conversar, aprender algo novo, participar de grupos e manter vínculos afetivos não são apenas passatempos: são formas de manter a pessoa conectada à própria história e à vida. Temos necessidade de ter propósitos de vida e de manter as nossas conexões.
Esquecer não é o problema; o problema está no momento em que o esquecimento rouba espaços importantes da vida. O envelhecimento faz parte da trajetória de uma vida inteira e, junto com ele, estão memórias, afetos, escolhas e dignidade, mesmo quando a memória falha. E, quando a memória falha, o cuidado precisa lembrar, por ela, que sua vida continua tendo valor.
Irene de Freitas Henriques Moreira – CRP 05/15610
Psicóloga
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