Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Semanas de moda internacionais: o que de fato vimos na estreia dos novos estilistas
Publicado 11/10/2025 • 10:00 | Atualizado há 10 meses
OpenAI conclui venda de ações no valor de US$ 7 bilhões antes de possível IPO
Nvidia articula plano de US$ 500 bilhões para financiar infraestrutura de IA
Ações da SpaceX se recuperam e se aproximam do preço do IPO de US$ 135
OpenAI amplia iniciativa Daybreak de cibersegurança à medida que ameaças de agentes de IA evoluem
Negócio de licenciamento imobiliário de Trump no exterior dispara para US$ 59,5 milhões com pagamentos de incorporadoras do Golfo
Publicado 11/10/2025 • 10:00 | Atualizado há 10 meses
Divulgação
Milão e Paris SS26 foi uma temporada dominada por estreias de diretores criativos. A moda parece estar repensando seu lugar: menos espetáculo ostentatório, mais discurso interno, mais revisão do arquivo, mais usabilidade, mas será que sem abandonar a identidade das marcas?
Muitas estreias nessa temporada:
E elas aconteceram sob forte pressão financeira. Expectativa elevada, comparações com o passado de cada casa e um cenário econômico incerto com variações cambiais, desaceleração de mercados, exigência crescente de legitimidade artística e ambiental e queda dos números.
Fiz uma analise da temporada e de alguns desfiles que surpreenderam e que deixaram a desejar.
Leia mais artigos da coluna Up Market por Dani Rudz




Milão SS26 trouxe contribuições essenciais para entender o que se está desenhando no luxo europeu.
Houve um uso mais intenso do jeans, de tecidos simples e peças casuais nesta temporada. Uma inclinação clara a misturar o luxo com o cotidiano. Seria reflexo da crise mundial? Ou resultado da pressão dos números, que empurra as marcas para coleções mais vendáveis e comerciais?
O risco de que as “peças comerciais” dominem demais, levando à diluição das identidades, circula forte pelos bastidores.
A formalidade cedeu lugar ao conforto — em alguns casos, à fluidez exagerada. E as bolsas abertas tornaram-se a nova fixação das maisons.
A impressão que fica desta temporada é que o controle criativo das marcas está mais na caneta dos executivos do que nos pincéis dos diretores criativos. A dança das cadeiras trouxe coleções contidas, apreensivas e tensas, voltadas para aumentar vendas, esquecendo o DNA de marca e a liberdade criativa que sempre surpreendiam a cada nova estação.
Resta saber se essas mudanças serão positivas a longo prazo. Em tempos de queda certa à vista, as marcas internacionais de luxo parecem ter optado por um tombo menor — mais controlado e com menos prejuízo.
A mudança de direção criativa soa hoje como um detalhe dentro de um road map conservador, com cintos apertados e ousadia suspensa ao menos pelas próximas temporadas.
__
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas