CNBC
Warner e Paramount

CNBCUnião Europeia aprova compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance após concessões

Fábrica de Mídia Fábrica de Mídia

Taylor Swift e Adele disputam vaga no maior palco do entretenimento mundial

Publicado 23/09/2025 • 16:37 | Atualizado há 10 meses

Foto de Fábrica de Mídia

Fábrica de Mídia

Semanalmente, Michaele Gasparini destrincha um dos principais temas da indústria de mídia na semana. Nada passa despercebido ao olhar da colunista: tudo o que movimenta o mercado e rende milhões de dólares em publicidade nas emissoras de televisão e nas plataformas de streaming estará aqui.

KEY POINTS

Foto por CHANDAN KHANNA / AFP

A cantora americana Taylor Swift se apresenta no palco durante a "The Eras Tour" no estádio Hard Rock em Miami Gardens, Flórida, em 18 de outubro de 2024.

O show do intervalo do Super Bowl é hoje um dos maiores palcos da indústria do entretenimento global. Mais do que uma apresentação musical, trata-se de uma vitrine estratégica com audiência internacional e impacto direto na imagem, nos negócios e no alcance de quem se apresenta. O evento transcende o esporte e se consolidou como uma plataforma de marketing de altíssimo valor para artistas já estabelecidos.

Ao longo dos anos, nomes como Beyoncé, Lady Gaga, Shakira, Jennifer Lopez e Rihanna transformaram suas aparições no intervalo do Super Bowl em marcos de suas carreiras. A performance costuma gerar picos de audiência, aumento exponencial nas buscas por músicas, crescimento no número de ouvintes em plataformas digitais e até impulsionar turnês e vendas de álbuns. A visibilidade alcançada no evento tende a durar semanas ou até meses.

Em 2023, a apresentação de Rihanna no Super Bowl rendeu um aumento de 640% nas vendas de músicas digitais e mais de 80% em streaming, segundo dados da Luminate. Ela não lançava um álbum há 7 anos e ainda assim, com uma performance de 13 minutos, alcançou números inéditos. O caso mostra como o evento pode ser usado tanto para reposicionar uma artista quanto para consolidar narrativas, no caso de Rihanna, a gravidez revelada ao vivo viralizou em todo o mundo.

Leia também:
São Paulo perde NFL para o Rio de Janeiro; prefeito Eduardo Paes “provoca” rival
Templo do futebol brasileiro, Maracanã vai receber jogo da NFL em 2026

Para a edição de 2026, as duas cantoras mais cotadas são Taylor Swift e Adele, o que levanta expectativas distintas no mercado. Taylor Swift, que viveu uma das fases mais bem-sucedidas de sua carreira com a turnê The Eras Tour, resistiu por anos ao convite da NFL, mas é vista como aposta natural para um show de impacto global. Adele, por sua vez, representa um nome menos óbvio para o evento, por seu estilo mais intimista, mas com potencial de gerar enorme repercussão justamente pela diferença em relação aos formatos anteriores.

Caso Taylor aceite o convite, o Super Bowl pode funcionar como o encerramento simbólico de uma era extremamente lucrativa, consolidando seu domínio absoluto nas plataformas e nas bilheterias. Já Adele poderia usar o evento como ponte para um novo projeto, após anos com presença limitada em grandes premiações e turnês. Em ambos os cenários, o intervalo do Super Bowl funcionaria como um catalisador de novos ciclos comerciais e artísticos.

A NFL, por sua vez, busca artistas com alto apelo internacional e capacidade de atrair diferentes públicos, inclusive fora dos Estados Unidos. A escolha do nome do show do intervalo é parte de uma equação que envolve relevância, segurança de performance ao vivo e retorno financeiro para patrocinadores. Em um cenário de intensa concorrência e disputas por atenção nas redes sociais, a presença de artistas como Swift ou Adele representa garantia de repercussão global imediata.

Mais do que consolidar carreiras, o Super Bowl tem se tornado uma espécie de validação definitiva do status de superestrela na indústria musical. O intervalo do evento não apenas reafirma a popularidade de quem se apresenta, mas impulsiona negócios em várias frentes, de vendas digitais à valorização de catálogos musicais.

--

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Fábrica de Mídia