Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
CDB de 230% e conta para as classes C e D; entenda o que era o Will Bank e como fica agora?
Publicado 21/01/2026 • 11:54 | Atualizado há 3 semanas
CEO do Washington Post, Will Lewis anuncia saída após demissões em massa
EXCLUSIVO: Analistas de elite da Wall Street revelam 3 ações para ganhos de longo prazo
Elon Musk quer ser um trilionário e a SpaceX pode ajudá-lo a chegar lá
EXCLUSIVO: Berkshire Hathaway brilha com caixa recorde enquanto setor de tecnologia recua
EXCLUSIVO: Luckin Coffee desafia hegemonia do Starbucks na China com nova aposta no mercado premium
Publicado 21/01/2026 • 11:54 | Atualizado há 3 semanas
Will Bank
O prédio do Will Bank, em Pinheiros, começou a ser esvaziado nesta quarta-feira (21), após o anúncio da liquidação da instituição financeira pelo Banco Central. É mais um prédio no “condado” da Faria Lima que passa a ficar vazio nos últimos meses em decorrência de ações do BC. O primeiro foi o do Banco Master, na Vila Olímpia.
A financeira, que tinha o Master como controlador, anunciou a demissão de seus funcionários logo após o comunicado do Banco Central e declarou o encerramento dos contratos com fornecedores.
O banco digital, diretamente ligado ao Master e a seu dono, Daniel Vorcaro, chegou a oferecer CDB a 230% do CDI, com aplicações limitadas a R$ 1.500 por CPF para vencimentos em três meses - condição superior à oferecida pelo Master.


A liquidação significa a extinção do Will Bank. Com isso, quem contratou empréstimos e financiamentos com o banco não deverá efetuar pagamentos até segunda ordem, que será definida pelo liquidante, o Banco Central.
Já quem investiu no Will Bank e possuía valores em CDBs da instituição de até R$ 250 mil poderá receber o dinheiro por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Da mesma forma, quem mantinha recursos em poupança ou em conta corrente também deverá receber os valores via FGC.
“As garantias existem, mas não são perfeitas. Elas podem acabar demorando”, alerta Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos. No caso do Master, por exemplo, a liquidação ocorreu em novembro, e os pagamentos só foram liberados recentemente.
Além disso, valores que ultrapassarem R$ 250 mil não serão devolvidos.
Para Jason Vieira, economista-chefe da Lev Asset, a situação do Will “não trouxe surpresa”. Ele disse ainda que os correntistas precisam ficar atentos porque “quem tinha dinheiro no Master e no Will, só vai receber dinheiro de um ou de outro”. Isso porque uma das regras do FGC é não haver mais de um pagamento referente à mesma instituição financeira.
Marilia Fontes, sócia e head de renda fixa da Nord Research, afirma que a liquidação está dada e não acredita que haja qualquer movimento para tentar reverter a decisão, como ocorreu no caso do Master, que chegou a ser questionado pelo TCU e acabou gerando desgaste ao Tribunal de Contas da União.
O Will operava oferecendo crédito principalmente para clientes das classes C e D. A instituição ganhou mercado ao apostar na bancarização de uma parcela da população que não era atendida pelos bancos tradicionais devido ao alto risco envolvido.
Segundo a sócia da Nord Research, o Will possuía depósitos a prazo e à vista entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7 bilhões. Desse montante, uma parcela significativa deve estar dentro do limite coberto pelo FGC, que ainda não divulgou o valor exato.
Marilia Fontes estima que o valor contemplado pelo FGC possa girar em torno de R$ 5 bilhões.
Com isso, o impacto no fundo garantidor, somando Banco Master e Will Bank, deve girar em torno de R$ 46 bilhões.
Mais lidas
1
NASA adia Artemis 2 após vazamento e redefine cronograma da volta humana à Lua
2
Raízen esclarece rumores sobre dívida bilionária após questionamento da CVM
3
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
4
Novo concorrente da poupança e das “caixinhas”: vale a pena investir no Tesouro Reserva?
5
Super Bowl LX: Por que Bad Bunny não recebeu cachê?