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Brasil–U.S. Industry Day: evento reúne líderes e reforça parceria industrial entre Brasil e EUA
Publicado 18/05/2026 • 18:55 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 18/05/2026 • 18:55 | Atualizado há 15 minutos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, realizou, no dia 11 de maio, em Nova York, o Brasil–U.S. Industry Day, encontro que reuniu lideranças empresariais e autoridades públicas com o objetivo de fortalecer as relações entre o setor industrial brasileiro e investidores norte-americanos.
Para Ricardo Alban, presidente da CNI, o fortalecimento da parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos pode ser decisivo para aumentar o valor agregado da produção nacional e ampliar a inserção do país nas cadeias industriais globais.

Ao conceder entrevista coletiva durante o evento, que reuniu empresários, investidores e representantes do setor público dos dois países, Alban ressaltou também que a cooperação entre companhias brasileiras e americanas deve ganhar força em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento industrial. Entre eles, destacou minerais críticos, infraestrutura, data centers, inteligência artificial e biocombustíveis.
“Uma coisa é certa: o Brasil definitivamente não vai mais ser apenas um exportador de commodities”, afirmou. De acordo com Alban, a relação entre Brasil e Estados Unidos é marcada pelo comércio de produtos industrializados. Ele reiterou que os EUA são o maior parceiro comercial do Brasil nesse segmento e que o desafio é ampliar esse mercado com novas cadeias produtivas.
“Quando nós falamos em agregar valor, quando nós falamos em complementaridade, nós estamos falando de um mercado que já existe e que precisamos ampliar”, disse.
O presidente da CNI disse, ainda, que um dos objetivos da agenda em Nova York é criar uma ligação maior entre negócios dos dois países. Segundo ele, cerca de 32% dos inscritos no evento eram de empresas americanas. “O mais importante hoje nesse evento é nós criarmos um maior elo de ligação entre as empresas brasileiras e as empresas americanas”, afirmou.
Já Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), destacou, durante o evento, a importância de ampliar a cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos, independentemente dos desafios políticos recentes. Segundo ele, o setor privado dos dois países tem atuado de forma estratégica para estreitar relações comerciais e institucionais, apoiado em uma parceria histórica de mais de dois séculos, que continua gerando oportunidades, investimentos e benefícios para ambas as economias.
A sustentabilidade também esteve entre os principais assuntos debatidos no encontro, sendo apresentada como um elemento cada vez mais decisivo para a atração de investimentos. Para Thomé, a pauta ambiental deixou de ser tratada apenas sob uma ótica ideológica e passou a ocupar um espaço estratégico dentro da economia global.
De acordo com ele, embora o tema tenha perdido intensidade em alguns ambientes políticos e corporativos, os impactos provocados por eventos climáticos extremos vêm afetando diretamente cadeias produtivas, logística e disponibilidade de matérias-primas. Nesse contexto, Thomé destacou que a sustentabilidade se consolida como um critério essencial para a competitividade das empresas nos próximos anos, já que investidores, instituições financeiras e consumidores têm exigido práticas mais responsáveis como condição para acesso a mercados e capital.
Durante o evento, Thomé também destacou um dos principais entraves para o avanço da economia sustentável no país: a dificuldade de transformar projetos ambientais em operações viáveis de financiamento, apesar do crescimento global dos anúncios voltados ao crédito climático.
Como resposta a esse desafio, a CNI, em parceria com nove federações industriais da Amazônia Legal, e por meio do Instituto Amazônia+21, estruturou uma plataforma voltada à atração de investimentos sustentáveis. A iniciativa busca identificar lacunas de financiamento, oferecer suporte técnico aos projetos e reduzir riscos para investidores por meio de mecanismos de blended finance e capital catalítico, que unem recursos públicos e privados para viabilizar empreendimentos com maior dificuldade de acesso ao crédito tradicional.
A estratégia tem como foco fortalecer cadeias produtivas ligadas à bioeconomia e à sustentabilidade, transformando esses projetos em ativos mais atrativos ao mercado financeiro e capazes de acessar recursos de investidores institucionais e do mercado de capitais.
O Brasil–U.S. Industry Day também foi palco da entrega do Brasil–U.S. Industry Award, uma iniciativa que reconhece empresas e instituições com atuação estratégica no fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.
A premiação destacou iniciativas do setor privado, de universidades e de instituições de ciência e tecnologia (ICTs), de ambos os países, que contribuem para a integração produtiva, o avanço da inovação e a transformação industrial. Ao evidenciar esses esforços, o evento reafirmou a importância da cooperação bilateral como motor de competitividade e como base para uma agenda econômica mais integrada e orientada ao futuro.
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – clique aqui
Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia – clique aqui
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