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Brasil–U.S. Industry Day fortalece agenda bilateral de inovação e investimentos
Publicado 29/05/2026 • 17:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/05/2026 • 17:45 | Atualizado há 2 horas
A parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos esteve no centro dos debates do Brasil–U.S. Industry Day, realizado, dia 11 de maio, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, durante a Brazil Week, em Nova York. O encontro reuniu empresários, investidores e autoridades públicas dos dois países para discutir caminhos de cooperação industrial, atração de investimentos e ampliação da integração produtiva bilateral.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirmou ao Times Brasil | CNBC que o fortalecimento da relação entre Brasil e Estados Unidos depende de uma visão de médio e longo prazo, baseada em cooperação estratégica e complementaridade econômica.
Segundo ela, apesar de a Brazil Week já fazer parte do calendário internacional há anos, ainda faltava um protagonismo mais claro da indústria brasileira nas discussões econômicas e comerciais. “Essa semana, que é a semana do Brasil em Nova York, acontece há muito tempo, mas carecia desse protagonismo da indústria”, afirmou.
Constanza destacou que os Estados Unidos seguem como um parceiro “extremamente relevante” para a indústria nacional, especialmente por concentrarem as exportações brasileiras de maior valor agregado. Ela ressaltou ainda que a relação comercial entre os dois países possui alto grau de integração produtiva, já que mais de 90% dos produtos comercializados envolvem bens intermediários utilizados nos próprios processos industriais.
A executiva também apontou que setores ligados à transformação digital, economia digital e minerais críticos estão entre os mais promissores para novos investimentos americanos no Brasil. Para ela, o Brasil–U.S. Industry Day surge justamente para fortalecer a participação do setor industrial dentro da agenda da Brazil Week e criar conexões mais estruturadas entre empresas brasileiras e americanas.
“O evento mostra a relevância dessa parceria e como ela pode gerar ganhos econômicos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos”, afirmou.
Durante o encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou que o avanço da cooperação bilateral pode ser decisivo para ampliar o valor agregado da produção brasileira e posicionar o país de forma mais competitiva nas cadeias globais da indústria.
Segundo Alban, a aproximação entre empresas brasileiras e americanas tende a ganhar força em áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia, como minerais críticos, infraestrutura, data centers, inteligência artificial e biocombustíveis.
“Uma coisa é certa: o Brasil definitivamente não vai mais ser apenas um exportador de commodities”, afirmou.
O presidente da CNI ressaltou ainda que a relação econômica entre os dois países já possui uma base sólida no comércio de produtos industrializados, mas que há espaço para ampliar essa integração por meio de novas cadeias produtivas e projetos conjuntos de investimento.
“O mais importante hoje nesse evento é criarmos um maior elo de ligação entre as empresas brasileiras e as empresas americanas”, disse Alban, destacando que cerca de 32% dos participantes inscritos eram representantes de empresas dos Estados Unidos.
A sustentabilidade também ganhou destaque nas discussões. O vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, afirmou que o tema deixou de ocupar apenas um espaço ideológico e passou a representar um fator estratégico para a competitividade global.
Segundo Thomé, eventos climáticos extremos já impactam cadeias produtivas, logística e oferta de matérias-primas, tornando as práticas sustentáveis um requisito cada vez mais relevante para acesso a capital, investidores e mercados internacionais.
Ele destacou ainda o lançamento do Instituto Amazônia+21, iniciativa criada pela CNI em parceria com federações industriais da Amazônia Legal para ampliar investimentos sustentáveis na região. A proposta busca estruturar projetos ligados à bioeconomia e sustentabilidade, oferecendo suporte técnico e mecanismos de blended finance para reduzir riscos e facilitar o acesso ao crédito.
O Brasil–U.S. Industry Day também sediou a entrega do Brasil–U.S. Industry Award, premiação voltada ao reconhecimento de empresas, universidades e instituições de ciência e tecnologia que contribuem para o fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.
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Seguir no GoogleAo reunir lideranças empresariais e representantes públicos dos dois países, o encontro reforçou o papel da cooperação bilateral como instrumento para impulsionar inovação, competitividade industrial e desenvolvimento econômico de longo prazo.
Assista, na íntegra, as entrevistas concedidas por:
Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI – clique aqui
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – clique aqui
Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) – clique aqui
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