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XXV Seminário Internacional do Café reforça protagonismo de Santos no mercado global do grão
Publicado 27/05/2026 • 21:38 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/05/2026 • 21:38 | Atualizado há 1 hora
O XXV Seminário Internacional do Café transformou Santos, entre os dias 19 e 21 de maio, em um dos principais centros de debate do agronegócio mundial. Realizado pela Associação Comercial de Santos (ACS), no Santos Convention Center, o encontro reuniu representantes de 28 países, especialistas em economia, logística, inovação e comércio exterior, consolidando a relevância estratégica da cidade no cenário internacional do café.
Ao longo de três dias de programação, o evento reuniu lideranças do Brasil, Suíça, Alemanha, Holanda, Bélica, China, Estados Unidos, Itália, México, Austrália, França, Reino Unido, Espanha, Equador, Suécia e Rússia, entre outros, em uma agenda voltada à discussão dos impactos econômicos, tecnológicos e geopolíticos sobre o setor cafeeiro.

Com o tema “O setor de café do Brasil está pronto para um mundo disruptivo?”, o seminário promoveu reflexões sobre os desafios da nova economia global, transformação digital, infraestrutura logística, sustentabilidade e competitividade internacional.
Segundo Audrey Kleys (PSD), prefeita em exercício de Santos, o Seminário Internacional do Café precisa ser mantidocomo forma de preservar e transmitir a história do setor às próximas gerações. “Santos é história, é onde a evolução do café nasce, é o berço do café, é a capital mundial do café”, afirmou em entrevista aoTimes Brasil | CNBC durante o Seminário. Audrey destacou também que a história do café já integra a formação dos alunos da rede municipal, que aprendem desde cedo sobre a relação do produto com o desenvolvimento econômico da Cidade.
De acordo com ela, o seminário evidencia a modernização do setor, com novas tecnologias voltadas à geração de empregos, além de aproximar empresários, produtores, especialistas, universidades e jovens aprendizes para incentivar o interesse das novas gerações pela cadeia produtiva. “Estamos conectando os empresários, produtores, especialistas, universidades e não deixando de fora os nossos jovens aprendizes”, ressaltou.
Carlos Santana, vice-presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), afirmou que o Brasil caminha para registrar a maior safra de café de sua história, resultado do avanço da produtividade aliado ao uso mais eficiente das áreas de cultivo. “Certamente estamos indo para a maior safra da história do Brasil, a maior safra de café da história”, ressaltou.
Segundo ele, o Brasil exerce influência direta sobre os preços internacionais do café por liderar a produção e exportação mundial do grão, além de ocupar a posição de segundo maior consumidor global. “O que acontece no Brasil, de alguma maneira, determina o preço”, disse.
Durante o Seminário, em entrevista ao Times Brasil | CNBC, Santana também ressaltou a importância do Porto de Santos para a logística do setor cafeeiro. Apesar do crescimento gradual de outros corredores de exportação, ele destacou que o terminal paulista permanece como principal ponto de escoamento da produção nacional: “85% do café produzido no Brasil é escoado pelo Porto de Santos”, afirmou.
O executivo ainda destacou os avanços do setor em sustentabilidade ambiental e social. Segundo ele, desde a primeira edição do seminário, em 1972, a cafeicultura brasileira ampliou significativamente a produção com maior eficiência no uso da terra. “Hoje o Brasil colhe três vezes mais do que naquela época com uma área menor”, ressaltou.
Para o economista e acadêmico Eduardo Giannetti, o ciclo da “hiperglobalização”, marcado pela concentração industrial na China e pela busca exclusiva por eficiência econômica, chegou ao fim. Segundo ele, o novo cenário global favorece países com características estratégicas que o Brasil reúne.
“Agora o mundo está buscando diversificação, segurança, geopolítica harmoniosa. Está buscando tudo o que o Brasil tem: oferta alimentar, energia limpa, minerais raros, terras raras, amenidades ambientais no turismo. O Brasil está super bem-posicionado”, disse Giannetti, em entrevista ao Times Brasil |CNBC, durante o Seminário.

Giannetti destacou também que o país vive uma nova oportunidade diante da reorganização da economia mundial, mas alertou para a necessidade de enfrentar entraves estruturais para evitar repetir erros do passado. Segundo ele, o Brasil perdeu dinamismo durante o período da hiperglobalização, enquanto países como Coreia do Sul e China avançaram em renda per capita. “O Brasil perdeu o pé e perdeu o dinamismo durante a hiperglobalização”, disse.
Entre os principais desafios, o economista apontou o equilíbrio fiscal como prioridade. Na avaliação dele, o próximo governo precisará enfrentar o desequilíbrio das contas públicas logo no início do mandato, mesmo que isso exija medidas impopulares. “O governo que chega lá tem que saber o que vai fazer e fazer o que não é agradável”, afirmou.
Giannetti também destacou a educação básica como um dos principais gargalos do país, especialmente pela dificuldade histórica em garantir alfabetização de qualidade para grande parte da população.
Para Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital, que participou em um dos painéis do Seminário, intitulado: “Tecnologia aplicada ao setor cafeeiro”, a inteligência artificial deve ampliar a capacidade de crescimento das empresas, mas sua principal transformação será no comportamento humano.
“As pessoas esperam que, numa palestra onde se fala de inteligência artificial, a gente fale sobre tecnologia e algoritmos”, disse Longo em entrevista ao Times Brasil | CNBC durante o Seminário. Mas, “na verdade, o que a gente procurou mostrar é que a tecnologia que está chegando é para trazer de volta a nossa humanidade.”
Segundo ele, a IA deve assumir funções operacionais e atividades consideradas repetitivas, exigindo dos profissionais o fortalecimento de competências humanas que não podem ser substituídas pela tecnologia. “Tudo que é cálculo, tudo que é burocrático, tudo que é maçante, tudo que é enfadonho será feito pela IA”, ressaltou.
O especialista também destacou que a inteligência artificial altera a lógica tradicional de expansão das empresas. Na avaliação dele, será possível ampliar significativamente o faturamento sem a necessidade de aumentar a estrutura operacional na mesma proporção. “Você pode ter a mesma estrutura e faturar cinco vezes mais. Isso é IA”, disse.
Longo enfatizou, ainda, que a adoção da tecnologia representa uma mudança irreversível, capaz de criar oportunidades de negócios e transformar diferentes setores produtivos.
“No fundo, a IA é uma caixa de Pandora. Uma vez que você a abre, não tem mais como fechar”, afirmou.
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Seguir no GoogleRealizado no Santos Convention Center, o evento reuniu mais de mil participantes e reforçou a importância histórica de Santos para o setor cafeeiro. O município abriga o maior corredor de exportação de café do Brasil, responsável por aproximadamente 78% dos embarques nacionais do produto.
Além das palestras e painéis, o seminário promoveu networking, intercâmbio internacional e geração de negócios, aproximando produtores, exportadores, tradings, operadores logísticos, pesquisadores e representantes institucionais.
A edição de 2026 também evidenciou o papel histórico da cidade na consolidação do café como um dos pilares da economia brasileira. Desde o ciclo cafeeiro entre os séculos XIX e XX, Santos mantém relação direta com o desenvolvimento do comércio exterior nacional, da infraestrutura portuária e do sistema financeiro ligado ao agronegócio.
Ao final do encontro, ficou evidente que o XXV Seminário Internacional do Café ultrapassou o papel de um evento setorial e se consolidou como uma plataforma internacional de discussão sobre inovação, logística, sustentabilidade e os rumos da economia global conectada ao agronegócio.
O XXV Seminário Internacional do Café Santos tem patrocínio de Apex Brasil, Brasil Terminal Portuário, MSC, StoneX, Autoridade Portuária de Santos, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Governo Federal, Contegran, Nucoffee, LDC, Ofi e Sucafina. Cafeteria oficial: Cooxupé, SMC e Prima Qualità.
Assista, na íntegra, as entrevistas concedidas ao Times Brasil | CNBC por:
Audrey Kleys (PSD), prefeita em exercício de Santos – clique aqui
Carlos Santana, vice-presidente da Associação Comercial de Santos (ACS) – clique aqui
Eduardo Giannetti, economista e acadêmico – clique aqui
Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital – clique aqui
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