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Seminário do Café: IA deve ampliar escala, mas revolução será humana, diz Walter Longo
Publicado 20/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 2 meses
Publicado 20/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 2 meses
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A inteligência artificial deve ampliar a escala dos negócios, mas a principal transformação será humana, segundo Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Para ele, a tecnologia vai assumir tarefas repetitivas e liberar profissionais para atividades que dependem de empatia, intuição e capacidade de relacionamento.
Longo participou do Seminário Internacional do Café, em Santos, no litoral de São Paulo, em um painel sobre o uso de tecnologia no setor. O evento reuniu especialistas, produtores, pesquisadores e representantes da indústria para discutir tendências da cadeia cafeeira.
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“As pessoas esperam que, numa palestra onde se fala de inteligência artificial, a gente fale sobre tecnologia e algoritmos”, disse Longo ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. “Na verdade, o que a gente procurou mostrar é que a tecnologia que está chegando é para trazer de volta a nossa humanidade.”
Segundo o especialista, a IA tende a assumir atividades de cálculo, processos burocráticos e tarefas consideradas maçantes. Com isso, afirmou, caberá aos profissionais desenvolver competências humanas que não são substituídas pela tecnologia.
“Tudo que é cálculo, tudo que é burocrático, tudo que é maçante, tudo que é enfadonho será feito pela IA”, afirmou.
Longo disse que a inteligência artificial também muda a lógica de crescimento das empresas. Antes, segundo ele, dobrar o faturamento exigia, em geral, dobrar a estrutura. Com a IA, essa relação deixa de ser automática.
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Siga o Times | CNBC“Você pode ter a mesma estrutura e faturar cinco vezes mais. Isso é IA”, disse.
Para o especialista, a adoção da tecnologia não apenas permite escalar o negócio atual, mas também abre espaço para novas frentes que antes eram inviáveis. Ele comparou a IA a uma mudança sem volta para empresas e setores produtivos.
“No fundo, a IA é uma caixa de Pandora. Uma vez que você abre ela, não tem mais como fechar”, afirmou.
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Durante a cobertura do seminário, também foram apresentados exemplos de aplicação de tecnologia nas fazendas. Entre eles, máquinas autônomas com sensores capazes de identificar o grau de maturidade do grão e chips instalados no caule do cafeeiro para monitorar seiva, água e risco de estresse hídrico.
Essas ferramentas permitem criar um clone digital da fazenda e antecipar problemas em talhões com até 10 dias de antecedência, segundo informações apresentadas no evento. A tecnologia pode ajudar produtores a reduzir desperdícios e aumentar produtividade.
O seminário também discutiu infraestrutura portuária e o avanço dos cafés especiais e gourmet. Segundo a cobertura do evento, esse segmento cresce cerca de 25% ao ano e já representa 20% do volume enviado pelo Brasil ao exterior.
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