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Cripto Brasil: avanços regulatórios nos EUA ajudam recuperação do Bitcoin
Publicado 12/03/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/03/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado de criptoativos em 2026 tenta encontrar um ponto de equilíbrio após um ciclo de intensas baixas, com o ativo operando próximo dos US$ 70.000 (R$ 364.000,00), afirmou André Franco, Head de Research da Mercado Bitcoin, em entrevista ao quadro Cripto Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele relembrou que o cenário negativo recente foi provocado por uma sucessão de crises globais que afetaram a cotação do ativo. “Viemos de um período complicado desde a máxima de US$ 126.000 (R$ 655.200,00) em outubro passado, com complicações vindas da administração de Donald Trump, a crise na Groenlândia e tensões geopolíticas que empurraram o preço para baixo, mas hoje recuperamos valor devido aos avanços regulatórios nos Estados Unidos”, explicou.
A grande aposta do setor para uma estabilidade duradoura reside no avanço de legislações específicas no Congresso americano, como o Market Clarity Act. “Esse projeto vai trazer clareza regulatória para o maior mercado do mundo e já possui 70% de chance de aprovação este ano, o que abre potencial para a entrada massiva de capital institucional e do varejo, criando uma perspectiva muito positiva de médio e longo prazo para o setor”, detalhou.
Além das questões normativas, a mudança no comando da política monetária dos Estados Unidos é vista como um divisor de águas para ativos de risco. “A troca na presidência do Fed será relevante, especialmente para observar a postura de Kevin Warsh a partir de junho, pois isso afeta diretamente o preço do Bitcoin, somando-se à esperança de que os conflitos geopolíticos comecem a acalmar, já que o cenário atual é extremamente desafiador”.
A natureza descentralizada do ativo também foi destacada como uma ferramenta de sobrevivência financeira em regiões assoladas por guerras e sanções. “Em países do Oriente Médio, como o Irã, o Bitcoin é visto como proteção; quando o sistema bancário fecha devido a conflitos, a população recorre às criptos e stablecoins porque elas não dependem das decisões dos Estados, permitindo que as economias fiquem protegidas em carteiras digitais ou pen drives”.
Por fim, o especialista reforçou que, apesar da volatilidade intrínseca, o histórico de 17 anos da moeda digital confirma sua resiliência como reserva de valor. “A palavra estabilidade não combina muito com o mundo atual, mas em qualquer período de três ou quatro anos, o Bitcoin se provou um ótimo ativo que protegeu o investidor da inflação e das instabilidades; ele foi criado para isso e tem se mostrado um sucesso nesse propósito”.
O programa Cripto Brasil vai ao ar toda quarta-feira, às 14h30 (horário de Brasília), no Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
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