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Finamob aposta na tokenização para financiar o mercado imobiliário
Publicado 18/12/2025 • 09:40 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 18/12/2025 • 09:40 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A dificuldade crescente de acesso a financiamento bancário tradicional levou incorporadoras brasileiras a buscar novas fontes de capital. Esse cenário abriu espaço para soluções baseadas no mercado de capitais e, mais recentemente, para a tokenização de ativos imobiliários. É nesse contexto que atua a Finamob, proptech especializada em originação e estruturação de crédito para incorporadoras e loteadoras.
Fundada por Murilo Marchesini, engenheiro formado nos Estados Unidos, a empresa surgiu a partir de uma dor vivida pelo próprio executivo no setor. “Eu escalei na incorporadora e tive uma dor relacionada a um funding muito grande”, afirmou em entrevista ao programa Cripto Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A partir de 2020, Marchesini passou a se aprofundar no mercado de capitais como alternativa ao crédito bancário tradicional. Inicialmente, a estrutura foi usada para financiar a própria incorporadora. Em um segundo momento, a solução passou a atender também outros empresários do setor com a mesma necessidade, dando origem à Finamob.
Hoje, a empresa opera como uma plataforma que conecta incorporadores e loteadores a múltiplas fontes de capital, ampliando o acesso a financiamento fora do sistema bancário.
Segundo o executivo, a mudança estrutural no funding do setor imobiliário brasileiro tem relação direta com o esgotamento da poupança como principal fonte de crédito. Desde os anos 2000, os bancos são obrigados, via Sistema Financeiro da Habitação (SFH), a direcionar parte dos recursos da poupança para a construção civil.
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Siga o Times | CNBCNo entanto, a perda de atratividade desse investimento tem provocado saques recorrentes, reduzindo o volume disponível. “O bolso que está substituindo a poupança é o mercado de capitais”, explicou.
Dentro desse novo arranjo, a tokenização começa a ganhar espaço. Um marco importante, segundo Marchesini, foi o avanço regulatório representado pela Resolução CVM 88, que ampliou as possibilidades de oferta pública de ativos via crowdfunding.
A principal vantagem desse modelo, na avaliação do CEO da Finamob, é a democratização do investimento imobiliário. Com a tokenização, investidores podem adquirir frações de imóveis, como um metro quadrado de um apartamento em regiões nobres, algo inviável no modelo tradicional. “A pessoa às vezes não tem um milhão ou dois milhões de reais para comprar um apartamento, mas para comprar um metro quadrado, às vezes até parcelado, isso facilita muito o acesso”, afirmou.
Além da democratização, Marchesini cita ganhos de agilidade, praticidade, pulverização de risco, segurança e a ausência de barreiras geográficas. Esses fatores sustentam a visão de que a tokenização tende a se consolidar como um dos principais bolsos de financiamento do mercado imobiliário nos próximos cinco a dez anos.
O executivo também avalia que o avanço das stablecoins pode, no futuro, impactar a estruturação e a distribuição de crédito imobiliário, especialmente na movimentação de recursos digitais dentro das incorporadoras. Embora a Finamob ainda não tenha participado de iniciativas desse tipo no Brasil, o tema está no radar da empresa. “Acreditamos que é uma possibilidade bem importante nos próximos cinco a dez anos”, disse.
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